terça-feira, 29 de março de 2011

IRON MAIDEN -The Final Frontier Tour - Rio de Janeiro

Olá, pessoal!

Ontem, após todo o problema ocorrido na segunda-feira, nós cariocas finalmente conseguimos assistir ao aguardado show do Iron Maiden em sua The Final Frontier World Tour.

Por volta de 21h15min, as luzes do HSBC Arena se apagaram e os telões começam a mostrar um video de batalha interestrelar acompanhado de Satellite 15, a tribal abertura do novo álbum. Assim como no álbum que dá nome a turnê, Satellite 15 prepara o público para a empolgante faixa-título. The Final Frontier prova no palco o que já imaginávamos em nossas casas, é uma excelente música de abertura.

A sequencia, assim como no álbum, fica por conta do single El Dorado. Outra que funcionou muito bem ao vivo, mostrando para parte da crítica que o Iron Maiden é um dos poucos dinossauros do rock que não vivem apenas de passado.


Mas como o passado da Donzela merece sempre menção honrosa, 2 Minutes To Midnight entra pra levantar antigos e novos fãs. Ao fim do clássico, o carismático vocalista Bruce Dickinson agradeceu ao comparecimento e ao carinho do público que retornou após o incidente do dia anterior, responsável pelo adiamento do espetáculo.

Duas canções do último disco vêm na sequencia, The Talisman e Coming Home. A primeira, em minha opinião, é uma boa canção, mas foi o momento menos empolgante do show. Já a bela Coming Home, que tem muito da carreira solo de Dickinson, foi cantada a plenos pulmões pelo público carioca.

Valorizando ainda os álbuns mais recentes, Dance of Death, faíxa-título do álbum de 2003 veio em seguida. Com Eddie The Head travestido de morte enfeitando o fundo do belo palco, a banda executou a longa e dinâmica canção com claras referências de música medieval européia. Grande momento.

Hora de mais um clássico para mexer com o público: The Trooper, como sempre, executada com maestria, tirou a galera do chão.

The Wicker Man, maior sucesso da banda após o retorno de Dickinson ao Maiden com o álbum Brave New World de 2000, foi outra que fez o povo cantar e pular. Refrão forte e marcante.

Blood Brothers, outra boa canção de Brave New World, foi também bem aceita pelo público carioca. Destaque para os belos arranjos de guitarra executados de forma sublime.

When The Wild Wind Blows, a mais longa e progressiva canção do último disco, foi outro grande momento do show. Todas as passagens, inclusive as instrumentais, foram cantadas e solfejadas pela multidão.

Como em todo show de dinossauro do rock, o clímax fica para o fim. A sequencia de três clássicos levantou o alucinado público. A primeira foi a belíssima The Evil That Men Do. Foi nela que o gigante Eddie, versão Alien, de quase 3 metros caminhou pelo palco e tocou guitarra. Divertido!

Fear of the Dark vem logo em seguida. Apesar dos metalhead xiitas que usualmente torcem o nariz para este grande sucesso, ela sempre funciona bem ao vivo. Cantada a pleno pulmões por todos, foi a responsável pela primeira "rodinha de bangers" da noite. Apesar de um pouco velho para a brincadeira, assumo que me divirto vendo a molecada ensandecida!

Como sempre, o hino Iron Maiden fecha o setlist antes do bis. E como sempre, é nela que surge por trás da bateria o Eddie que enfeita o cenário. E vem novamente como monstro do espaço. Muito bacana!

Após breve pausa, a banda retorna para o bis. Mais três clássicos para a conta: The Number of The Beast, Hallowed Be Thy Name e Running Free fecham de forma brilhante o grande show de uma das melhores, maiores e mais respeitadas bandas de todos os tempos. Detalhe para a macabra figura do Tinhoso meio homem meio bode observando o público durante a execução de Number of the Beast.

Enfim, valeu, e muito, esperar por mais um dia!

Grande abraço a todos e UP THE IRONS!

Filipe.

2 comentários:

  1. Realmente o show foi ótimo!! Grande apresentação. Me acabei na "Iron Maiden". UP THE IRONS!

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