quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Dica de final de ano: O amigo oculto LADRÃO

Olá, pessoal!

Mais um final de ano chegando e com ele todas as festividades tradicionais. Além do Natal e do Dia da Confraternização Universal, conhecido da maioria como Reveillon ou simplesmente Ano Novo, temos ainda aqueles inúmeros encontros, quase sempre regados a muita cerveja, com velhos e novos amigos.

De costume, aproveitamos essas festividades para trocar presentes no tradicional "Amigo Oculto" ou "Amigo Secreto", dependendo da região do país.

O amigo oculto tradicional é simplesmente o sorteio sigiloso de uma pessoa, a compra de um presente, escolhido ou não pelo sorteado, e a entrega em um desses encontros.

O que a maioria não conhece é uma versão, muito mais divertida, da brincadeira. Chama-se AMIGO OCULTO LADRÃO.

Ontem mesmo participei de um e, é claro, além dos presentes, fomos brindados com boas risadas.

A regra é simples:

  1. Não existe sorteio sigiloso de um amigo previamente;
  2. Todos os participantes compram presentes que poderão servir a qualquer um dos outros na mesa;
  3. Os presentes são colocados todos na mesa;
  4. Todos sorteiam números de 1 até X, sendo X o número de participantes;
  5. O sujeito que sorteou o número 1 começa a brincadeira escolhendo um dos presentes na mesa;
  6. Ele tem direito a ficar com esse ou trocar, apenas uma vez, por outro presente na mesa;
  7. Do segundo jogador em diante, pode-se escolher um presente da mesa ou roubar o de alguém;
  8. Cada jogador tem o direito a escolher na mesa apenas uma vez, a roubar de alguém apenas uma vez e a ser roubado, também, apenas uma vez;
  9. Um detalhe importante, se você tem um presente nas mãos e este não foi roubado, isso quer dizer que esse será seu presente. Você não terá direito a escolher outro na mesa ou roubar de alguém. Em outras palavras, o jogo acabou para você;
  10.  A brincadeira termina quando todos estiverem na situação da etapa 9.
Já dei a sorte de conseguir bons presentes, inclusive o CD Beatles - Magical Mystery Tour ontem à noite, mas conheço gente que levou um abridor de coco para casa. (risos)

Enfim, essa é minha dica de final de ano. Principalmente se você tiver amigos loucos e engraçados como os meus.

Grande abraço e boas festas a todos,

Filipe.

sábado, 19 de novembro de 2011

SWU 2011

Olá, pessoal!

Neste feriado prolongado da Proclamação da República, o assunto mais comentado foi o festival de música SWU que aconteceu na cidade de Paulínia, interior de São Paulo. A sigla que quer dizer Starts With You - começa com você - foi idealizada por Eduardo Fischer, que começou uma campanha a favor da sustentabilidade. Da concepção de que pequenas mudanças em nossos comportamentos diários geram efeito positivo na forma de tratar e cuidar do mundo. De qualquer forma, discurso politicamente correto a parte, o que chama atenção no festival é realmente a música. E como essa edição caprichou, este carioca amante do velho e bem rock and roll fez suas malas e embarcou para lá!

Assisti do hotel, em Piracicaba (não consegui vagas em Paulínia, Americana, Sumaré ou Campinas) o primeiro dia do festival. Chamou-me a atenção o animado show de Marcelo D2 que com várias participações especiais, e muita desenvoltura, misturou canções de sua carreira solo com outras de sua antiga banda, o Planet Hemp. Aliás, sejamos a favor ou contra suas opiniões, somos obrigados a reconhecer que D2 é um cara corajoso ao anunciar "os maconheiros mais famosos do Brasil, Planet Hemp".

Em seguida, Damian Marley, filho do HOMEM, fez um bom show, porém com pouco de sua carreira e muito da de seu pai. Apelou!

Snoop Dogg com seu jeito cínico e depravado colocou a galera pra dançar e cantar ao som de diversos hits.

Não assisti ao show do rapper Kanye West, mas ouvi de muitos que foi o show mais profissional da noite.

E me desculpem os fãs, mas o tão aguardado Black Eyed Peas, apesar de super profissional, é uma máquina fria e tediosa de hits insossos. Conseguiu a proeza de nem aos fãs animar realmente. Pelo menos, foi essa a minha impressão por trás das lentes da televisão.

No segundo dia, 13/11/2011, a coisa já melhorou bastante. Cheguei cedo à cidade de Paulínia, antes mesmo da abertura dos portões, para ver de perto um de meus ídolos da adolescência: Peter Gabriel. Esperava ter visto o velho na antiga forma, colocando a galera para cantar e dançar, mas o show foi todo suave acompanhado da The New Blood Orchestra recheada de músicos ingleses e brasileiros. Animação a parte, Peter Gabriel foi muito carismático e deu um belo show! Pelo menos para esse antigo fã.

Antes dele, nos divertimos ao som de Duran Duran. Sentimos falta de alguns clássicos como Violence of Summer, Save a Prayer ou A Matter of Feeling, mas pulamos e dançamos ao som de A View To a Kill, Hungry Like The Wolf, Notorious, Come Undone, Ordinary World, entre outras. Não sei se vale o comentário, mas o Duran Duran tem o mérito de produzir som dito "gay" e ser aceito e cantado por muito marmanjo machista.

A mais aguardada banda da noite, Lynyrd Skynyrd, deu um show curto, porém muito direto. Trouxe na bagagem seus maiores hits como Simple Man, What's Your Name?, Free Bird e, é claro, Sweet Home Alabama que colocou todo mundo pra dançar. Rock and roll clássico e visceral. Excelente!

Outras atrações da noite deram conta do recado: Ultraje a Rigor, Chris Cornell e a Tedeschi Trucks Band. Essa última, com seu blues cheio de improvisações, chamou a atenção pela técnica e gosto afinados.

Após uma pequena maratona na madrugada, consegui chegar ao hotel por volta de 7h30min da manhã, para tomar um bom banho, encarar um café da manhã regado, tirar uma breve soneca e voltar para Paulínia.

Após o descanso, cheguei na Arena SWU por volta de 16h20min e, por isso, perdi os shows de Raimundos, Black Rebel Motorcycle Club e Loaded. Peguei o pesadíssimo show do Down desde o começo. Vejam vocês, já conhecia a banda de nome e logotipo, mas não sabia que pertencia ao eterno PanterA, Phil Anselmo. Bati muita cabeça! Brutal!

Em seguida, meio fora de contexto, a banda 311 entrou em cena. Uma meia dúzia de patricinhas curtiram! Somente!

Já com o sol se pondo, os veteranos do Sonic Youth, que nada mais têm de jovens, começaram seu hora divertido hora entendiante espetáculo de microfonias e distorções. Nunca curti muito esse tipo de som, mas não nego que fiquei interessado no show.

Sonic Youth valeu como esquenta para a sequência que viria. Nos meus 35 anos de vida, e pelo menos, 25 de rock and roll, nunca havia testemunhado uma série tão colossal de shows. Enquanto a chuva lavava os corpos, Primus, Megadeth, Stone Temple Pilots, Alice in Chains e Faith No More lavavam as almas de toda aquela gente. Incluindo a minha!

A trilha sonora de minha adolescência, que de certa forma perdurou por minha vida adulta, me fez pular e cantar como o mesmo moleque cheio de energia de 20 anos atrás. John The Fisherman, Jerry Was a Race Car Driver, Holy Wars, Symphony of Destruction, Plush, Wicked Garden, Man In The Box, Would?, Epic, Easy, entre muitas outras, foi a mais incrível sucessão de hits que presenciei em toda minha vida de shows. E possivelmente para a maioria daqueles que me acompanhavam e rodeavam. Inesquecível!

Valem quatro notas: Mike Patton é uma das maiores figuras do rock e estava impagável de Zé Pilintra e cantando em português; Dave Mustaine não possui mais voz, mas a banda continua perfeita; Les Claypol impressiona com seu jeito torto e virtuoso de tocar baixo; Jerry Cantrell é um dos compositores e guitarristas mais talentosos e menos reconhecidos da geração grunge.

Enfim, que venha o SWU 2012.

Grande abraço a todos e "that's why I'm easy Oh Oh Oh Oh..."

Filipe.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pearl Jam - Twenty Tour - Rio de Janeiro - 6/11/2011

Olá, pessoal!

Sou daquela geração nascida na segunda metade da década de 1970 e que, desta forma, entrou na década de 1990 com aproximadamente 14 ou 15 anos. E como quase todo moleque dessa época, vi surgir uma turma a quem creditaram a salvação do rock and roll, a turma de Seattle. Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden, Alice in Chais, entre outros, foram a trilha sonora e o primeiro contato com o rock de muita gente naquela época. De muita gente, porém não o meu, que já era fã de bandas como Rush, Iron Maiden, Genesis, Yes, Metallica, etc. Eu passeava entre o heavy metal e o progressivo com paixão e, talvez por isso, só tenha dado mais atenção ao Alice in Chains, talvez a "menos punk" da reconhecida geração grunge.


Mas nada como tempo, maturidade e um grande show para nossas impressões mudarem. E foi o que aconteceu ontem à noite, um show fantástico do Pearl Jam que está em turnê comemorando 20 anos de carreira.

Com um pequeno atraso, a banda entraria no palco com a bonita e calma Unthought Know. Seguida de outras canções menos conhecidas do grande público: Last Exit, BloodCorduray.

O show prosseguia interessante e correto, mas foi com Given To Fly que a audiência começou a empolgar. Bela canção.

Após duas menos conhecidas, a banda finalmente lançou a primeira dobradinha de hits da noite: Even Flow e Daughter. Essas duas cantadas a plenos pulmões por toda Apoteose.

Já quente, o público pulou ao som da animada Habit e vibrou ao som da linda e conhecida balada Immortality.

A dobradinha The Fixer e Got Some fez mais uma vez a Apoteose pular. Mas foram a balada Elderly Woman Behind The Counter in a Small Town e a forte Why Go que fizeram novamente a galera cantar junto com a banda. Rearviewmirror encerraria de forma animada o setlist principal.

Após pequena pausa, a banda voltaria para seu primeiro bis. De forma calma, Just Breathe e Come Back começaram o bis que logo se tornaria animado com I Believe in Miracles, cover dos Ramones.

A essa altura, a banda liderada pelo carismático Eddie Vedder já tinha o público nas mãos. Mas foi com Do The Evolution e Jeremy que o povo realmente delirou. Esta última, uma de minhas canções favoritas de toda geração grunge.

A banda mais uma vez saiu do palco, mas o público carioca em uníssono solfejava ainda os acordes finais de Jeremy. Emocionante!

Após breve pausa, a banda voltaria para o segundo e último bis. E voltou de forma sensacional. Mother, canção do Pink Floyd que a banda havia apresentado recentemente em um concerto com o gênio Roger Waters, fez muito marmanjo chorar.

A bonita e calma balada Better Man veio para preparar o público para o que seria o ponto alto da noite, a sequência de hits finais: Black, Alive e Rockin' in the Free World, cover de Neil Young. Todas as três cantadas com força pelo enlouquecido e caloroso público da Cidade Maravilhosa.

Achávamos que o show havia terminado, mas ainda fomos presenteados com mais duas canções: Indifference e Yellowledbter. Todas as duas sem muita força, porém muito bem recebidas, já que nessa altura da noite, tudo era festa.

Por volta de 23h, de forma simpática, a banda se despediu, e voltei para casa de alma lavada, satisfeito com o espetáculo, mais interessado pela banda, e com a incrível sensação que por mais que tentem, o rock nunca vai morrer.

Grande abraço a todos e "oh dark grin, he can't help, when he's happy looks insane, ok yeah"

Filipe.

sábado, 5 de novembro de 2011

The Wolftrap Blend 2009

Olá, pessoal!

Em casa, com a costela lesionada e de repouso para curtir o show do Pearl Jam amanhã na Apoteose, resolvi colocar a discografia da banda em dia e aproveitei para experimentar finalmente um dos sul-africanos que guardo comigo há algum tempo. Estou falando do blend The Wolftrap Blend 2009 da Boekenhoutskloof, uma das mais premiadas e competentes vinícolas da África do Sul.


Com um corte de Syrah (65%), Cinsault (19%), Mourvèdre (11%), Viognier (5%), possui cor rubi, sendo elegante e com alguma madeira. Bem frutado.

Como descrito no rótulo, "é um bled apimentado e aromático, envelhecido em carvalho francês".

De graduação alcoólica em 14,5%, recomenda-se servir entre 16 e 18ºC.

Enfim, como dito pelo próprio fabricante, um vinho despretensioso, porém com excelente custo/benefício. Perfeito para minha calma noite de sábado de repouso e rock and roll.

Grande abraço a todos, saúde, amanhã tem mais, "but I'm glad we talked...".

Filipe.

sábado, 22 de outubro de 2011

Aos headbangers da grande rede

Olá, pessoal!

Há algumas semanas, conheci, por indicação no Twitter do grande Scott Ian, guitarrista do Anthrax, dois sites interessantes sites direcionados ao público apaixonado por heavy metal: Infernal Combustion e Metal Sucks.


O primeiro, a princípio, parece ser pertencer ao importante selo Roadrunner. Ainda não o conheci bem, mas como o mestre indica, resolvi publicar aqui.

O segundo, é um blog muito interessante com resenhas, vídeos, entrevistas, etc.

Além desses dois, o site do gênero que mais gosto é o Encyclopaedia Metallum: The Metal Arquives. Lá você procura as bandas por nome ou letra.

Em cada um deles podemos ver toda a história da banda, incluindo membros do presente e do passado, discografia e filmografia completa, e resenhas. Muito interessante.

Grande abraço a todos e "bang your head",

Filipe.

domingo, 16 de outubro de 2011

Viña 105 Cigales 2008

Olá, pessoal!

Acabei de almoçar uma deliciosa lasanha de berinjela, couve-flor em molho branco e um combinado grelhado de alcatra e lombinho defumado, acompanhados do saboroso Viña 105 Cigales 2008, da vinícula espanhola Telmo Rodriguez.


Esse vinho, que já me encarava há alguns meses, finalmente me mostrou hoje seu valor.

Produzido na região de Cigales, com uma combinação de 90% de Tempranillo e 10% de Garnacha, possui corpo médio e notas fortes de frutas. Produzido sem nenhum contato com madeira, possui excelente custo benefício. Recomenda-se servir entre 16 e 18°C, acompanhado de carnes grelhadas ou aves de carne escura.

Enfim, especialmente saboroso e irresistível.

Grande abraço a todos e "se beber me chame".

Filipe.

sábado, 15 de outubro de 2011

Educação, a única arma contra a corrupção.

Olá, pessoal!

Há aproximadamente uns três meses tenho sofrido diariamente com o trânsito carioca, vítima das obras para os jogos olímpicos e Copa do Mundo. Não que o trânsito na Cidade Maravilhosa seja lá essas grandes maravilhas, mas a coisa realmente piorou bruscamente.

O sofrimento, porém, não vem do tempo perdido, mas do inferno instalado. Os "espertos" de plantão fecham cruzamentos, furam sinais vermelhos, aceleram pela contra-mão e executam todo e qualquer tipo de barbaridade sob os olhos cegos do Estado.

Em meu trajeto, só vejo um fiscal de trânsito tomando conta de um sinal de pedestres que todo mundo sempre respeitou. O fiscal seria MUITO mais útil organizando os cruzamentos na rua anterior. Um pequeno trajeto de menos de 2 km que percorremos em absurdos quarenta minutos, devido ao caos citado.

Nessa semana, na última quinta-feira para ser mais exato, desabafei no Twitter: "Olhem para o trânsito sem fiscalização e sem educação. Vejam essa batalha suja. Vocês acham mesmo que a corrupção se concentra em Brasília?". E ainda escrevi: "Não organizem marchas, eduquem seus filhos". Em alusão à Marcha Contra a Corrupção.

Na mesma hora pensei em escrever mais sobre isso no blog, mas por coicidência vi duas charges hoje no Facebook que já mostram tudo o que gostaria de dizer.



Sem mais.

Grande abraço a todos,

Filipe.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Rock in Rio - Eu fui novamente

Olá, pessoal!

Entre os dias 23/9 e 3/10, o Rio de Janeiro viveu, após dez anos de espera, a quarta edição do que é considerado o maior evento de música do mundo, o Rock in Rio.

Ainda sob a sombra das duas primeiras edições, em que o rock dominava o line up, a quarta edição, da mesma forma que a terceira, começou sob a desconfiança do público mais conservador, devido à enorme mistura de estilos e tendências.

Diferente das outras edições, a mistura de estilos acabou sendo bem recebida pelas milhares de pessoas que frequentaram os sete dias de festival.

Minha história com o Rock in Rio começou em 1985, quando ainda com 8 anos de idade, assistia frustrado pela televisão aos shows do Queen, Scorpions e Iron Maiden, entre outros. Certamente foi um divisor de águas em minha vida. O grande responsável pela minha paixão por rock e heavy metal.

Aos 14 anos, tive contato com meu primeiro show internacional, Faith No More, no dia 20 de janeiro de 1991, durante a segunda edição do festival. Nesse dia, assisti maravilhado aos shows de Hanói Hanói (que tocou sob o grito uníssono do público de "Barão", banda que havia desistido do festival por problemas com os produtores), Titãs, Faith No More, Billy Idol e Guns and Roses. Essa última, minha banda preferida na época. Preferida durante pouco tempo, diga-se de passagem, pois logo o Iron Maiden tomaria esse lugar.

Em 2001, já com alguma experiência de shows e bagagem de rock no currículo, fui a dois dias da terceira edição. No dia 19 de janeiro, Queens of the Stone Ages, Sepultura, Rob Halford e Iron Maiden fizeram a antiga Cidade do Rock tremer. E no dia 23 de janeiro, Red Hot Chili Peppers, entre outras atrações "menores", deu um show correto, porém frio. Coisa estranha para uma das bandas mais quentes e animadas de minha juventude. A banda havia trocado a pegada funk de Blood Sugar Sex Magik pelo radiofônico rock alternativo com algum groove de Californication.

Após edições em Portugal e Espanha, o bom filho a casa tornou. E com sucesso. A marca se tornou tão forte que os ingressos para todos os dias se esgotaram rapidamente, mesmo sem todas as atrações confirmadas. E dessa vez fui a três dias de festival e assisti aos outros quatro pela televisão.

Apesar de não ter sido o rock a forte marca desta quarta edição, a maioria dos shows agradou ao grande público. Fui nos dias 25/9, 29/9 e 1/10.

Considerado pela maioria como o verdadeiro Dia de Rock, o dia 25/9 veio com o line up recheado de muito heavy metal. O palco Sunset veio com as nacionais Matanza, Korzus, Angra e Sepultura. Assisti apenas às duas últimas.

O show do Angra, com participação especial da ex-Nightwish Tarja Turunen, foi prejudicado por problemas no PA. Já o do Sepultura, com a partipação do grupo francês Tambours du Bronx,  que aconteceu com o som equalizado, não engrenou, pois insistiu nas longas batucadas dos franceses, em detrimento aos clássicos dos brasileiros.

No palco principal, não assisti aos shows do Gloria e do Coheed and Cambria, porém Motörhead, Slipknot e Metallica já me valeram o festival. Os veteranos liderados pelo baixista e vocalista Lemmy Kilmister fizeram um show vibrante com uma grande sequência de clássicos que deixou a rapaziada com sangue nos olhos.

Os mascarados do Slipknot foram a grande surpresa da noite. Pelo menos para mim. Assumo que fui para a Cidade do Rock com o nariz meio torcido para o grupo, porém o show foi absurdamente empolgante! Brutal!

E o Metallica? Bem, como não canso de dizer, depois do Rush, é pra mim a melhor banda no palco. Impressionante o profissionalismo e a energia do grupo! Os fãs sairam enlouquecidos! Setlist cheio de clássicos! Incrível!

Na quinta-feira, 29/9, retornei à Cidade do Rock por dois motivos, Jamiroquai e Stevie Wonder. Deixo em aberto aqui as outras atrações, pois não me disseram muita coisa. Já a dobradinha de headliners mais uma vez valeu o meu ingresso! Dancei muito com Jamiroquai! E me emocionei o tempo todo com Stevie Wonder. Lenda!

Já no sábado, 1/10, a coisa foi diferente. Não era fã de nenhuma das atrações, apesar da curiosidade no show do Coldplay. Parti cedo para a Cidade do Rock tentar ingresso, porém a grande procura elevou os preços ao absurdo de R$400,00 no mínimo. Desisti de entrar por volta do show do Frejat, quando resolvi assistir do lado de fora da grade, em frente ao Rio Centro. No intervalo entre Maná e Marron 5, o incrível aconteceu: um casal por volta de seus 50 anos resolveu dar um par de ingressos para mim e minha acompanhante. Prova do meu carisma?! =P

Com ingresso em mãos, vimos os shows de Marron 5 e Coldplay já do lado de dentro. Não curti o primeiro, apesar do show animado. Já o Coldplay deu um show arrastado, porém bonito e correto. Em todos os sentidos. Subiu no meu conceito.

Fora os shows que fui, curti alguns outros pela televisão. Arrependi-me de não ter visto Sir Elton John, que me fez chorar em Rocket Man I Guess That's Why They Call It The Blues, vibrei com o show do System of a Down, nem tanto com o Red Hot Chili Peppers e perdi o sono com o rebolado da Shakira. Os Guns and Roses? Bem, viraram cover de si mesmos e nem de longe me lembram a banda que assisti em 1991.

Enfim, que venha 2013 e que a gente não pare mais de cantar...

Grande abraço a todos,

Filipe.




sábado, 17 de setembro de 2011

Anthrax - Worship Music

Olá, pessoal!

No dia 13 de setembro, a veterana banda de thrash metal Anthrax lançou seu novo trabalho de inéditas, Worship Music.


O trabalho já prometia, pois a banda vem animada com o retorno do vocalista Joey Belladonna e com os shows ao lado de Megadeth, Slayer e Metallica, o conhecido Big Four do thrash metal.

Além disso, duas boas e pesadas músicas já haviam sido disponibilizadas para audição antes do lançamento oficial: Fight 'em 'til You Can't e The Devil You Know.

O disco começa com uma pequena introdução instrumental chamada Worship. Sem melodia ou riffs, Worship é simplesmente um emaranhado de estranhos sons preparando o ouvinte para a faixa de abertura Earth and Hell. Aliás, ótima faixa de abertura. Melódica e violenta, nos trás o velho e bom Anthrax fazendo novamente thrash metal.

A sequência fica por conta do hit The Devil You Know citado acima. Assim como a faixa de abertura, é violenta e melódica, porém com mais cara de música radiofônica. Se em nosso país, heavy metal fosse música de rádio, obviamente.

Escutei Fight 'em 'til You Can't no dia em que a música foi liberada para audição no Youtube. Foi a responsável por minha ansiedade com o lançamento do álbum. Tema rápido, refrão feroz, backing vocals inspirados e banda afinada! Brutal! Excelente!

I'm Alive vem em sequência. Menos acelerada e ainda mais melódica, trás um pouco do heavy metal dos anos 80. Aliás, o veterano Joey Belladonna, que possuia a voz aguda, está com a voz grave e forte de seu ídolo Ronnie James Dio.

Outra pequena instrumental, Hymn 1, faz introdução para In The End. Pesada, porém arrastada, In The End é outra boa música do álbum. Possui energia, apesar de não ser uma música veloz.

The Giant vem em sequência e possui uma das melhores linhas melódicas até então. Mais uma faixa acelerada e inspirada! Vocais e backing vocals duelando com energia no tema e contraponteando com beleza no refrão. Aliás, marca registrada da banda.

Hymn 2, outra pequena instrumental, é a introdução de Judas Priest. Faixa em homenagem à lendária banda de heavy metal. A letra cita a obra do Judas e a música lembar o heavy metal tradicional da banda do lendário Rob Halford.

Crawl trás a banda de volta às sementes plantadas pelo ex-vocalista John Bush na banda. Heavy metal com influência de grunge, harcore e groove metal. Aliás, Worship Music é a volta do Anthrax ao thrash metal, porém com sonoridade moderna e pitadas de groove. Apesar de boa parte dos fãs terem torcido o nariz para a banda nesta época, assumo que adoro todos os trabalhos com John Bush nos vocais. Tanto quanto os com Belladona.

The Constant é a música que mais lembra o Anthrax clássico dos álbuns Spreading the Disease ou State of Euphoria. Muito boa música!

A parte principal do álbum, sem o bônus, se encerra com Revolution Screams. Essa foi paixão a primeira audição. Dinâmica do início ao fim, modula thrash, groove, melodia e agressão. Novamente os backing vocals dão o brilho certo! Excelente!

Após uma pausa de cinco minutos, a faixa bônus New Noise, cover da banda sueca Refused, vem de surpresa! Harcore com cara de Anthrax pra encerrar com tudo!

Enfim, comprem e ouçam! Grande álbum!

Grande abraços a todos e "ANTHRAX IS BACK, MAN!"

Filipe.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Stan Lee de Kevin Smith

Olá, pessoal!

Os que me conhecem ou seguem no Twitter sabem que nunca fui muito de curtir televisão ou cinema. O primeiro por não gostar mesmo e o segundo por preguiça. Minhas paixões sempre foram música e literatura. Quadrinhos? Bem, quando mais novo, cheguei a me interessar sobre alguma coisa da Marvel e da DC Comics, porém hoje em dia curto mesmo Asterix ou Tintim. E dou algumas risadas com Calvin e Hangar.

Mas vamos ao que interessa! Neste quarta-feira, feriado de 7 de setembro, resolvi dar uma olhada na TV e descobri um documentário bem interessante: Stan Lee: Mutantes, Monstros e Quadrinhos do diretor Kevin Smith.

Stan Lee, para os que não conhecem, é o nome mais importante do universo HQ. Criador de personagens como o Homem-Aranha, o Incrível Hilk, o Homem de Ferro, o Quarteto Fantástico, o Demolidor e os X-Men, Stan Lee é antes de tudo "uma figuraça".

Lançado em 2002, o filme nada mais é do que uma entrevista dada por Lee ao cineasta Kevin Smith. Como falei, apesar de não ser apaixonado nem por heróis, nem por cinema, o filme vale a pena, simplesmente pelo fato de Stan Lee ser um tagarela genial.


O velho, simpático e querido como poucos, parece a todo momento ter feito de sua vida um enredo planejado. Engraçado e inteligente, Stan Lee se avalia sob críticas e elogios com a naturalidade de quem avalia o trabalho de terceiros.

Enfim, recomendo aos fãs de HQ ou simplesmente aos que se interessam por grandes personagens do entretenimento e da cultura.


Grande abraço a todos e "Excelsior!",

Filipe.

sábado, 3 de setembro de 2011

Dream Theater - A Dramatic Turn Of Events

Olá, pessoal!

Com data prevista de lançamento para 13 de setembro, já vazou na rede o novo trabalho da banda de progressive metal Dream Theater. A Dramatic Turn Of Events é um disco com nove músicas e pouco mais de 77 minutos. Deixando para trás os timbres sombrios do último Black Clouds & Silver Linings, o atual trabalho tem a sonoridade mais limpa e suave de álbuns como Octavarium, por exemplo. É também o primeiro disco da banda com o recém-chegado baterista Mike Mangini.

 
On The Back Of Angels é primeiro single do álbum e foi disponibilizada pela Roadrunner para audição no Youtube antes do lançamento do álbum. Começa com uma introdução bonita, épica. De cara, já podemos perceber que o estreante baterista Mike Mangini substituiu com maestria o lugar antes ocupado pelo virtuoso e carismático Mike Portnoy. A melodia é interessante e o refrão longo e melódico. Como na maioria das canções da banda, cozinha torta e muita técnica.

Build Me Up, Break Me Down vem em seguida com uma proposta mais simples. Refrão mais fácil, guitarra e baixo mais pesados, bateria menos torta.

Lost No Forgotten é outra boa música. Também pesada e forte.Os temas variam de forma dinâmica. Menos melódica e mais violenta. Tem boas passagens instrumentais. Detalhe para os bons solos do guitarrista John Petrucci.

This Is The Life começa com um bonito tema de piano e voz. É uma balada interessante que cresce do meio para o fim da música.

Bridges In The Sky é outra longa canção com outro bom refrão. Os temas também dinâmicos e melódicos são os mais bonitos até então do início do álbum. Detalhe para o solo de Hammond de Rudess.

Outcry, assim como a anterior, possui mais de 11 minutos. Aliás, A Dramatic Turn Of Events é um álbum de longas canções. As dificílimas passagens intrumentais, verdadeiros exercícios de tempo, sobram em Outcry. Boas melodias também.

Far From Heaven é outra balada ao piano. Pequena, simples e bela.

Breaking All Illusions é, com seus mais de 12 minutos, a maior música do disco. Trocas de compassos, temas acelerados e melódicos solos de guitarra se alternam nos espaços entre as várias passagens. Possivelmente, a faixa mais inspirada de todo o álbum.

O encerramento fica por conta da bela Beneath The Surface, uma balada de cordas e vocais com orquestração e um pequeno e interessante solo de moog.

Enfim, é um álbum correto, com grandes momentos, porém nenhuma grande obra-prima da banda nova-iorquina. Pelo menos, ainda não durante essas minhas primeiras audições.

Grande abraço a todos,

Filipe.

sábado, 20 de agosto de 2011

Enchendo linguiça: as eras do LP e do CD

Olá, pessoal!

A ideia desse texto foi me dada pelo amigo Fábio Trovão há algumas semanas atrás, mas só agora tive tempo e paciência para escrever.

Conversávamos sobre a diferença da criatividade musical nas eras do vinil e do CD. A faísca da discussão foi o aumento do espaço de tempo e a pressão das gravadoras por uma obra com mais faixas por disco.

Historicamente, antes do LP, temos três momentos marcantes no processo de gravação e armazenagem de áudio. Em 1877, Thomas Edson inventa o fonógrafo ao tentar gravar mensagens telefônicas; em 1925, os discos passam a ser "elétricos" com microfone para gravar e alto-falantes para tocar; em 1948, a Ampex introduz as fitas magnéticas de gravação editáveis no mercado.

Mas foi com a reedição de 10 para 12 polegadas em 33 1/3 rotações por minutos do álbum "In The Wee Small Hours" do mito Frank Sinatra que iniciamos então a era do LP.

A verdade é que mesmo se chamando Longplay (LP), os álbuns entre as décadas de 1950 e 1980 tinham, em sua maioria, não mais do que 40 minutos de duração. Se dividirmos esse tempo por três ou quatro, teremos um disco com aproximadamente 10 ou 12 canções. Aumentando o tempo das canções para cinco ou seis minutos - fato comum nos clássicos do jazz e rock destas décadas - ficamos com um álbum entre seis ou oito músicas.

Mas aonde estou querendo chegar? Simples, peguem os álbuns de qualquer artista que tenha sobrevivido às duas eras, e perceberá claramente que os primeiros álbuns desse mesmo artista são quase sempre melhores. Por quê? Dificilmente lançavam músicas para preencher álbum. Para "encher linguiça".

Quase todo lampejo de criatividade era aproveitada e os discos eram cheios de hits e genialidades.

Na era do CD, isso mudou de figura. Quantos álbuns lançados nas décadas de 1990 e 2000 podem ser descritos como geniais? Quantos deles soam de bons a excelentes da primeira à última canção?

Obviamente que gosto é gosto, e eu apenas expressei a minha opinião. Afinal o blog é meu e não seu! Mas sinta-se a vontade para comentar!

Grande abraço a todos,

Filipe.




sábado, 6 de agosto de 2011

Minha meta: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Olá, pessoal!

Há umas três semanas mais ou menos, comprei o livro 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer. Já havia folheado na livraria algumas vezes, mas como encontrei por um preço super camarada, resolvi fazer peso em minha mini-biblioteca.


A intenção desse texto não é fazer uma resenha sobre o livro, pois este tem um título bastante auto-explicativo. Minha intenção foi anunciar que comecei o divertido projeto pessoal de ouvir todos os 1001 álbuns recomendados pelos autores da obra.

Como já ouvi uma boa parte do material indicado, como os álbuns de Rush, Iron Maiden, Van Halen, Sepultura e Metallica, entre outros, espero finalizar a brincadeira em aproximadamente um ano, mantendo a média de dois discos ouvidos por dia.

Como comentou meu amigo Renato Faccini, o Bulhões, no Facebook: "Tem um monte de disco ali que é pra morrer antes de ouvir".  Assumo que concordo com o figura, mas de qualquer forma acho que será divertido para esse eterno batedor de cabeça, curtiu um pouco de jazz, country, pop e eletrônico, entre outros. Nem só de Metal vive o homem!

Para quem não conhece, o site http://www.1001discos.com.br/ lista todos eles. Copiando e colando no Google, facilmente se encontra outros sites com o álbum para download. Não que eu faça isso, seu delegado!
Minha ideia é futuramente escrever resenhas sobre os discos que mais fizerem minha cabeça.

Enfim, a brincadeira começou hoje com In The Wee Small Hours de Frank Sinatra e seguiu com o primeiro Elvis Presley. 

Alguém me acompanha?

Grande abraço a todos e "é a união entre o consumidor e a arte que cria e completa a arte".

Filipe.


domingo, 31 de julho de 2011

O histórico Flamengo 5 x 4 Santos

Olá, pessoal!

Essa semana, o mundo teve notícia de um dos melhores jogos da história do futebol. Não é exagero! Outros grandes jogos marcaram minha vida, mas esse Flamengo e Santos na Vila Belmiro foi algo fora de série! Fato que virou notícia e rodou o mundo!


Comecei a noite em um bar bebendo cerveja com dois amigos, mas o dono do bar que não é torcedor rubro-negro, resolveu fechar o estabelecimento, obrigando-nos a correr para outro a fim de assistir ao jogo! Um dos amigos, torcedor americano, foi para casa, e o outro flamenguista ligou para a noiva vascaína que já zombava ao telefone: "Vai fazer o que lá? O Santos já está ganhando de 2x0". Desanimados, fomos assim mesmo! Ao chegar no outro bar, um pequeno grupo de rubro-negros desanimados não acreditava no  incrível placar de 3x0 para o Peixe.

Pensei: "já que vamos levar uma surra, vamos pelo menos beber pra esquecer". Mas a cada chopp que pedia, o Flamengo fazia um gol. O primeiro, ao 28 minutos, em cruzamento de Luis Antônio para Ronaldinho, e o segundo, aos 31 minutos, em cruzamento de Leonardo Moura pra Tiago Neves. Jogo eletrizante! 

Não acreditava no que via! Já no 3x2 sussurrei baixinho: "vamos virar esse jogo", mas foi o Santos que teve a chance de ampliar com um pênalti a favor desperdiçado de forma bisonha por Elano! O meia santista que havia isolado recentemente um pênalti cobrado pela Seleção Brasileira, agora tentou a cavadinha que foi parar nas mãos de Felipe. O goleiro rubro-negro ainda debochou comemorando com embaixadinha! Memorável!

Com a chance perdida pelo Santos, o Flamengo se animou e partiu em busca do empate que aconteceu em escanteio cobrado por Ronaldinho na cabeça de Deivid. E assim terminava o eletrizante primeiro tempo!
Só no intervalo que fui ver os gols santistas: o primeiro com lançamento magistral de Elano para Borges; o segundo com passe de Ganso para Neymar que chutou, mas parou em grande defesa de Felipe, e no rebote deu passe de bicicleta para novamente Borges marcar; o terceiro, uma obra-prima, em jogada individual de Neymar, que driblou toda a defesa do Flamengo e tocou na saída de Felipe. O menino, para quem ainda duvidava, mostrava seu repertório de craque!

Na volta para o segundo tempo, ainda muito animado com a reação rubro-negra, vi mais uma vez o menino Neymar fazer a diferença, entrando na área e tocando na saída do goleiro do Flamengo. 4x3 pro Santos.

Apesar da água no chopp, não desanimei, pois havia presenciado o poder de reação rubro-negro no primeiro tempo! E não me decepcionei!

Ronaldinho sofre falta perto da área e cobra rasteiro enganando a barreira que saia do chão! Genial! 4x4.

Não demorou muito para que em um contra-ataque veloz, Tiago Neves desse o passe para Ronaldinho tocar na canto esquerdo do gol santista! 5x4. Virada histórica e espetacular!

O Flamengo ainda teve chance de ampliar, mas o jogo terminou realmente em 5x4 para o Mais Querido.

Fim de jogo, ainda pedi algumas saideiras, voltei pra casa e não conseguia dormir! Bêbado de emoção!

Jogo para nunca mais esquecer!

Saudações rubro-negras!

Filipe.


domingo, 17 de julho de 2011

PC Vasconcellos: quem aguenta?

Olá, pessoal!

Diferentemente da maioria que reclama, mas que dá pontos no Ibope, não assisto jogos com narração de Galvão Bueno. Aliás, não assisto nada na Globo a não ser que seja minha única opção.



Desta forma, minha principal escolha é o SporTv que, apesar de pertencer ao grupo Globo, possui postura bem diferente em suas transmissões. Sem galhofa e sem oba oba.

Gosto dos narradores Luis Carlos Junior e Milton Leite, e dos comentaristas Lédio Carmona e Noriega. Acho o primeiro razoável e pautado e o segundo, simpático e direto.

Mas nem tudo são flores no canal, pois um comentarista que responde pelo nome de Paulo César Vasconcellos, ou simplesmente PC, consegue baixar em muito a média do bom senso.

É o tipo de comentarista antipático cuja maior função é criticar clubes e atletas. Não entende nada de esquema tático, comentando sempre as coisas óbvias do tipo "o time A está melhor" ou "o time B precisa chutar a gol".

Possui implicância com alguns jogadores como Neymar e Daniel Alves. Critica o primeiro pelo excesso de dribles e o segundo pelo salto alto.

Tem a mania de reclamar de tudo. Se fulano chuta ele diz que deveria dar o passe, se fulano dá o passe, diz que deveria tentar o chute. Faz a mesma coisa em relação ao drible.

É chato, irritante e não acrescenta nada à transmissão dos jogos.

Seria ótimo se o mandassem pra competir com o insuportável Galvão Bueno e trouxessem em troca o nosso querido Leovegildo Júnior. Esse sim, simpático e entendendor das quatro linhas.

Enfim, deixo a palavra com vocês.

Grande abraço,

Filipe.

domingo, 10 de julho de 2011

O singular Bar Bukowski

Olá, pessoal!

Resolvi escrever agora sobre o que já não é novidade para grande parte dos agitados frequentadores da noite carioca, o Bar Bukowski.


Apesar de já ter mudado de endereço algumas vezes, o Bukowski se estabelece hoje em uma enorme casa na Rua Álvaro Ramos, 270, em Botafogo. O local é uma área residencial e possui espaço para os motoristas que chegarem mais cedo conseguirem estacionar seus veículos.

Aliás, cheguem mesmo cedo, pois a fila para entrar no Bukowski é realmente grande.

A casa possui dois andares e diversos ambientes, incluindo a pista de dança, uma sala de jogos com sinuca e Wii, uma sala para fumar um bom narguilé e o bar interno com drinks e cerveja.

No terreno ao fundo da casa se encontra o outro bar que além das bebidas, possui diversas opções no cardápio para se comer. Com diversas mesas e a céu aberto, é o ambiente perfeito para os baladeiros menos frenéticos.

Internamente, a casa é bonita e bem decorada, incluindo quadros eróticos do escritor Charles Bukowski, the dirty old man.

A frequência do lugar é na maioria coberto por pessoas descoladas e bonitas na faixa entre os 25 e 35 anos. Certamente com suas salvaguardas, como em qualquer outro lugar.

Além, dos aprazíveis ambientes, das bem alinhadas pessoas e do satisfatório cardápio, é a música que torna o Bar Bukowski singular. Recheado de novos e velhos clássicos do rock e do pop, tem o bom senso de não tocar bizarrices no estilo Ploc 80's, nem modernidades demais no estilo Casa da Matriz ou Cinematéque. Música para adultos de bom gosto e com alguma dose de vergonha na cara.

Para mais informações, recomendo uma passada pelo bem montado Site e pelo Facebook atualizado sempre durante as festas com engraçados casos ocorridos em tempo real. No Facebook também existe a opção de assinar a lista amiga para desconto na entrada.

Enfim, entrem, confiram e me paguem uma cerveja caso me encontrem por lá.

Grande abraço a todos e "Sinta mais. Pense menos",

Filipe.

sábado, 2 de julho de 2011

A nova caça às bruxas

Olá, pessoal

Li recentemente uma matéria afirmando que "as religiões estão tão fortes hoje em dia quanto na Idade Média". Ao ler o artigo, o primeiro pensamento que me veio foi "faz sentido, vivemos em uma época em que as pessoas são tão cegas e pouco esclarecidas quanto na Idade Média". Vivemos numa nova era de escuridão.
Meu segundo pensamento foi "por que com tanta tecnologia, ciência e facilidade de informação presenciamos hoje uma nova era de trevas?". A resposta que primeiro me veio à cabeça foi a "guerra dos extremos". Como no título da própria matéria "Nem tanto a Deus, nem tanto ao Diabo".

É exatamente isso, assim como violência física gera violência física, a violência moral gera violência moral. A velha e sempre atual ação e reação.

Quanto mais liberal o mundo ficou, mais os grupos da moral e dos bons costumes se apresentaram. Quanto mais a ciência e a filosofia tentou provar que Deus não existia, mais os fundamentalistas religiosos abraçaram a nova cruzada. A nova caça às bruxas. E quem são as novas bruxas? A ciência, os ateus, os filósofos, a arte pagã e a Internet. Seria Stephen Hawking o novo Giordano Bruno?

Criaram uma guerra para defender o que nem certeza possuem. Deus existe? Você tem certeza a ponto de me provar? Ou apenas quer acreditar que sim? Você acredita ou precisa de Deus?


Recentemente aconteceu uma grande manifestação virtual de partidários do Criacionismo. Pois é, transformaram Darwin no novo diabo! Alguns comentários inclusive agressivos e preconceituosos sobre nossa suposta descendência dos macacos.

Alguns dizem que o paganismo e o ateísmo, assim como o Estado laico, são uma ameaça ao mundo, mas o que mais temos visto são barbaridades ligadas a grupos de extremismo religioso. Quem é mesmo a ameaça?
Como escreveu Friedrich de Schiller: “Contra a estupidez humana, os próprios deuses lutam em vão".

Enfim, continuo torcendo para que a ciência siga sua missão e que os religiosos convivam em paz.

Grande abraço a todos e "Killing for religion, something I don't understand". 

Filipe.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Blogger for Android

Olá, pessoal!

Resolvi escrever este texto para indicar aos blogueiros e usuários de smartphones com sistema Android que baixem gratuitamente o app oficial do Blogger. Ainda não conheço muito dele, mas pelo visto, possui diversos recursos como publicação de textos, fotos e links.

Conforme for conhecendo vou atualizando esta publicação.

Grande abraço,

Filipe.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

O que é futilidade para você?

Olá, pessoal!

"Detesto gente fútil!". Quem nunca ouviu ou pronunciou essa frase que atire a primeira pedra! Sempre alvo de críticas, o fútil se apresenta de diversas formas. A grande questão é definir o que é futilidade.


Em geral, a palavra fútil adquire a conotação de vazio, banal, volúvel ou mesmo insignificante. Conversando com algumas pessoas sobre o assunto, fica-me a percepção de que em geral o fútil é simplesmente aquele apaixonado pelas coisas materiais. A tal velha e insistente guerra TER versus SER.

Obviamente que quem trabalha e paga suas próprias contas tem todo o direito de fazer o que quer com seu dinheiro, mas esse impulso do sempre querer mais é realmente uma questão a pontuar. Mas seria apenas isso? O fútil seria apenas o sujeito apegado ao valores materiais?

Vejo a coisa de outra forma. Ou também sobre outros aspectos.

Esse culto desmedido ao corpo não seria uma forma de futilidade? Dar mais valor aos músculos do braço e das nádegas do que aos neurônios em atividade não seria uma espécie de frivolidade?

E a tendência de alguns em achar que a vida é unicamente uma grande festa! Curtir é bom e saudável, mas a vida não é feita simplesmente de sexo, drogas e rock & roll!

Aliás, jogando um pouco de polêmica no assunto, hoje em dia rock & roll não costuma ser bem o tipo de diversão dos indivíduos considerados fúteis. Os enlatados de péssima qualidade como pagode, axé e funk são os preferidos dessa moçada. Quanto mais imbecil, pior o gosto! E a relação antes linear parece ser hoje exponencial! Assustador como o mau gosto tomou conta de forma rápida!

Esse mau gosto inclusive se extendeu para a televisão. Essa que nunca foi um primor de qualidade intelectual, agora simplesmente destila burrice e banalidade a torto e a direito. O que são os programas de Ana Maria Braga e Faustão? Sabe o que é pior? Você paga uma nota de televisão por assinatura para no fim curtir mesmo é a Dança do Famosos e o Big Brother Brasil!

E os livros? Foram esquecidos? Outro dia ouvi de uma pessoa que gostaria de ter a mesma força de vontade que eu tenho para ler. Força de vontade? As pessoas se tornaram tão banais a ponto de acreditar que leitura é um sacrifício para pessoas como eu?


Alguns fúteis até conseguem ler alguma coisa, mas nada diferente de livro de auto-ajuda ou revista de fofoca. Eles sem encantam com tanta motivação para viver! Patético Emocionante!


Por fim, a banalização do EU TE AMO. O sentimento mais nobre e elevado do homem se tornou um jogo bobo de palavras. Qualquer pessoa por qualquer motivo consegue declarar amor a qualquer coisa, como se o amor fosse um sentimento tão volátil quanto à raiva! Seria o fim da valorização lícita do indivíduo e do sentimento?



Enfim, o que é futilidade para você?

Grande abraço a todos,

Filipe.