domingo, 30 de dezembro de 2012

Meus favoritos de 2012

Olá, pessoal!

Final de ano chegando e nada melhor para finalizar o blog do que aquelas velhas, chatas e injustas listas de "melhores do ano".

Li um número considerável de livros, porém nada lançado em 2012, logo não farei um lista de melhore livros do ano.

Fui pouco ao cinema, mas gostei de praticamente tudo o que assisti: Tintim e o Segredo do Licorne, Os Vingadores, Prometheus, A Era do Gelo 4, Para Roma com Amor, O Espetacular Homem-Aranha, Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge e O Hobbit. O terceiro filme da trilogia do Homem-Morcego é surpreendente na forma como o clima de policial-drama nos faz esquecer por instantes que se trata de uma estória de super-heróis mascarados com a velha e batida luta do bem contra o mal. Tintim é a melhor e mais fiel adaptação em animação que assisti dos quadrinhos para o cinema. Para Roma com Amor está longe de ser o melhor filme de Woody Allen, mas me fez morrer de rir no cinema. O Hobbit tornou o livro mais simples de Tolkien em um épico com a cara e a seriedade de O Senhor dos Anéis.

Fica a nota lamentável sobre o prometido Asterix e Obelix A Serviço de Sua Majestade que infelizmente não foi lançado no Brasil.

Mas é de música que este blog se alimenta principalmente e é sobre meus dez álbuns favoritos de 2012 que vamos falar.

Rush - Clockwork Angels. 2012 foi definitivamente o ano do Rush. O trio canadense, que finalmente foi aceito no Rock & Roll Hall of Fame, lançou um excelente álbum que na semana de estréia chegou ao segundo lugar na Billboard. São doze músicas fantásticas, com destaque para The Wreckers, Headlong Flight e The Garden. Clockwork Angels nos valeu esse texto em 7 de junho de 2012.

KISS - Monster. Os quatro mascarados voltaram em 2012 com o bom e pesado Monster. Não é tão melódico quanto o anterior Sonic Boom, porém dispensa as baladas e vem com o bom e velho hard rock da banda. Destaque para o single Hell or Hallelujah, para a ótima Wall of Sound e para Outta This World, contribuição do "novato" Tommy Thayer. Monster nos permitiu esse texto em 2 de novembro de 2012.

Van Halen- A Different Kind of Truth. O disco que marca a volta do vocalista David Lee Roth ao =VH= é simplesmente formidável. Para mim o melhor disco do ano e possivelmente um dos melhores da história da banda. Repete velhas fórmulas, porém sempre de forma inspirada. Destaque para os singles Tattoo e She's the Woman, e para a ótima You and Your Blues. A Different Kind of Truth nos rendeu esse texto em 28 de fevereiro de 2012.

Gojira - L' Enfant Sauvage. A banda francesa de progressive death metal que já havia conquistado seu lugar no coração dos metalheads com alguns bons discos, finalmente vem com uma incrível e ensurdecedora obra-prima do estilo. Estranhamente melódico, com a textura e a violência corretas para o fãs de metal extremo. Destaques para Explosia, The Axe e para a faixa-título.

Neil Young and Crazy Horse - Psychedelic Pill. O grande Neil Young havia prometido no início do ano o lançamento de dois álbuns ainda em 2012. Prometeu e cumpriu. Apareceu  na mídia com o bem comentado e aceito "Americana", mas foi com Psychedelic Pill que o velho canadense voltou em sua antiga forma. São oito boas músicas, com destaque para Driftin' Back que se tornaria um clássico se tivesse sete ao invés dos arrastados VINTE E SETE minutos de duração. As boas Ramada Inn e Walk Like a Giant também são grandes, com mais de 16 minutos cada. As de menor duração são bonitas e marcantes logo à primeira audição. Grande disco.

Down - Down IV, Part 1 - The Purple (EP). Não espere do Down um novo Pantera. São sonoridades bem diferentes, porém a atual banda do excelente vocalista Phil Anselmo é também incrivelmente competente. Com seis boas canções e trinta e três minutos de duração, tempo normal para discos lançados na década de 1970, o novo do Down é considerado um EP nesta era digital. Um excelente EP, diga-se de passagem. Outro trabalho marcante à primeira audição.

Prong - Carved Into Stone. O virtuoso trio nova-iorquino de thrash e industrial metal lançou um dos melhores discos do estilo em 2012. Carved Into Stoned soa dinâmico e técnico sem perder fúria e peso, provando mais uma vez que o Prong mereceria um atenção maior da mídia especializada. Destaque para as faixas Eternal Heat, List of Grievances e Carved Into Stone.

Soundgarden - King Animal. Após longa pausa, um dos principais representantes da geração Seattle do início dos anos 1990, o Soundgarden, voltou à atividade com seu vocalista Chris Cornell. E voltou em grande estilo. King Animal está em quase todas as listas que vi sobre melhores álbuns de 2012. Merecidamente. Traz de volta a velha sonoridade hora agressiva hora arrastada, porém sempre forte, melódica e pesada. O bonito e estridente timbre de Cornell continua dando o brilho e característica marcantes do grupo. Destaque para Been Away Too Long e Blood on the Valley Floor.

Lamb of God - Resolution. Outro álbum que aparece em grande parte das listas de melhores de 2012 que li.  Brutal e veloz, Resolution é um dos discos mais maduros do quinteto americano de Groove e Metalcore. Lamb of God, juntamente com Gojira, Trivium e Mastodon, cada vez mais se firma como a cara do metal atual. Destaque para as faixas Desolution, Ghost Walking e The Undertow.

Testament - Dark Roots of Earth. A clássica e aclamada banda de metal volta mais pesada do que nunca no seu recente Dark Roots of Earth. Thrash metal tradicional e de qualidade, com riffs velozes e refrões empolgantes. Muito bom. Destaque para Rise Up, Native Blood e Dark Roots of Earth.

Enfim, esses são meus filmes e discos favoritos de 2012. Quais são os seus?

Que venha muito mais em 2013.

Grande abraço a todos e feliz ano novo!

Filipe.


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

KISS Monster Tour - Rio de Janeiro - 18/11/2012

Olá, pessoal!

Ontem à noite, o Rio de Janeiro recebeu mais uma vez os célebres mascarados do KISS. Desta vez na divulgação do novo álbum Monster.

Após abertura do Viper, banda que não consegui ver por estar comprando minha linda camisa e cerveja, pontualmente às 21h, as luzes se apagaram, a cortina com o logotipo da banda cobriu o palco e os famosos dizeres de abertura - "All right, KISS fans! You wanted the best, you got the best! The hottest band in the world... KISS" - já acendem o público de nove mil pessoas no HSBC Arena. 

Sob efeito de fogos e explosões, a cortina cai e uma plataforma aterrisa com Gene Simmons, Paul Stanley e Tommy Thayer ao som da sensacional e clássica Detroit Rock City. Ao fundo, já esmurrando a bateria com energia, o competente Eric Singer.

Apesar das vozes do público em uníssono e da emoção de alguns fãs, o início do show foi frio, cumprindo protocolo, cheio dos velhos efeitos ensaiados de costume da banda. Era como um excelente filme, porém repetido.

A sensação de quase frieza permaneceu pelas músicas seguintes - Shout It Out Loud e Calling Dr. Love - até que Hell or Hallelujah, primeiro single do álbum que dá nome à turnê, mostrou um Paul Stanley mais solto. O bom e velho Starchild pulava e cantava como um garoto.

A sequência vem com Wall of Sound, outra boa canção de Monster, desta vez na voz altissonante e trovejante do Demon Gene Simmons.

Mestres do entretenimento e do rock and roll, ganhavam o público enquanto o público os ganhava. Gene Simmons e Paul Stanley como sempre carismáticos e irrepreensíveis. Ninguém no show business consegue fazer um espetáculo tão bem ensaiado parecer tão espontâneo, informal e selvagem.

E é de forma selvagem que Gene emenda sua voz no clássico Hotter Than Hell, com direito ao tradicional número do cuspidor de fogo. Gosto de Hotter Than Hell, mas foi impossível não pensar na excelente Firehouse no momento circense de Simmons. Fez falta.

Com a audiência solta e cantando a plenos pulmões, outro clássico levantou os cariocas: I Love It Loud

Com talento, personalidade e presença, os novos integrantes, Tommy Thayer e Eric Singer, cada vez mais familiarizados com a banda, conseguiram o respeito e o carinho dos fãs. Inclusive dos saudosos de Ace Frehley e Peter Criss. E foi dessa forma que o guitarrista cantou a ótima Outta This World, uma de suas contribuições para Monster, e emendou num divertido solo em dueto com Eric Singer, sob uma série de pirotecnias. Grande momento.

Outro solo veio na continuidade, desta vez, do baixista Gene Simmons, com sua famosa introdução para o clássico God of Thunder. Esmurrando o baixo, cuspindo sangue e sendo alçado de forma ágil à uma plataforma no topo do palco, Gene Simmons, assim como o velho Alice Cooper, consegue se repetir sem enjoar. Incrível!

A faixa-título do álbum Psycho Circus, responsável em 1996 pela volta da formação original e das caras pintadas, foi um dos melhores momentos da noite, com Paul Stanley berrando o refrão junto ao ensandecido  público e distribuindo caretas e palhetas a torto e a direito.

A execução de War Machine foi pra mim a grande surpresa da noite. Boa surpresa, por sinal.

Love Gun vem em seguida com o famoso voo de tirolesa de Stanley sobre o público, cantando ao fundo do ginásio num palco montado sobre a mesa de som. Outro número repetido que não cansa a galera!

Ao voltar na tirolesa para o palco principal, Paul Stanley faz um curto solo de guitarra, chamando o Rio de Janeiro a cantar com ele a introdução de Black Diamond. É a vez da voz de Eric Singer brilhar. Fim do setlist principal com uma de minhas canções preferidas do KISS.

Após breve intervalo, o grupo retorna ao palco para o Bis. 

Com os clássicos Lick It Up, I Was Made For Lovin' You e Rock and Roll All Nite, esta última sob a famosa chuva de papéis, a banda encerraria após uma hora e meia, com gosto de quero mais, sua passagem pela Cidade Maravilhosa.

Enfim, mais um grande show da banda mais quente do mundo!

Grande abraço a todos, "party everyday".

 Filipe.





sexta-feira, 2 de novembro de 2012

KISS Monster

Olá, pessoal!

Ao final de outubro, Monster, o vigésimo álbum de estúdio do KISS, foi lançado no Brasil.


Com uma bonito encarte interno, porém uma capa sem graça, parecendo mais uma dessas montagens para papel de parede de computador, o disco abre com a acelerada, direta e pegajosa Hell Or Hallelujah, primeiro single do álbum. Já havia sido lançada antes do lançamento de Monster e já constava na lista das mais tocadas. Devo isso porém mais à força da banda que a da própria canção em si. Paul Stanley mostra ainda a velha energia em estúdio.

Wall Of Sound, com vocal de Gene Simmons, é uma música mais forte, melódica e bem elaborada. Uma das melhores do álbum.


Freak, Back To The Stone Ages e Shout Mercy são uma sequência de músicas diretas e fáceis, todas com o "selo KISS" de rock and roll.


Long Way Down e Eat Your Heart Out são mais melódicas e lembram o KISS do penúltimo álbum Sonic Boom. O bom e velho iê iê iê.


The Devil Is Me é a cara do Demon Gene Simmons. Cínica e colérica. Soa pesada e intensa como canções do quilate de War Machine do clássico Creatures of the Night.


Outta This World e All For The Love Of Rock & Roll são cantadas respectivamente por Tommy Thayer e Eric Singer, os "novos" integrantes do grupo. Assim como no anterior Sonic Boom, com When Lightning Strikes e All For The Glory, os dois fazem bonito, sendo que Thayer conseguiu escrever as melhores canções dos dois álbuns.

Take Me Down Below traz a velha fórmula de vocal alto e alternado - Shout It Loud, Stand, etc. - entre Simmons e Stanley. Boa música.


Last Chance, canção de encerramento, é possivelmente a menos inspirada música do trabalho. Cumpre, porém, o mesmo propósito das outras: divertir.


Resumindo, Monster vem com a velha bagagem rock & roll e a eterna energia. Se não chega a ser ótimo, como seu anterior, também não decepciona os velhos o novos fãs.


Vejamos como funcionará ao vivo em 18/11/2012 aqui no Rio de Janeiro. Ansioso!

Grande abraço a todos e "Stay down!"

Filipe.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Viper no Teatro Rival


Olá, pessoal!

Na última terça-feira, 10/7/2012, a banda brasileira de heavy metal Viper, fez no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, mais um show de sua turnê comemorativa pelos 20 anos da banda.


Juntamente com André Matos, o vocalista original que sairia para formar o Angra, a banda excursiona apresentando seus dois primeiros álbuns na íntegra: Soldiers of Fortune e Theatre of Fate.

Ingressos esgotados, o que não é grande surpresa visto o pouco espaço do Teatro Rival, performance convincente e público caloroso fizeram do show uma noite para deixar saudade.

Como de se esperar, a banda começa com as canções de Soldiers of Fortune, e, entre um clássico e outro, André Matos conta um pouco da história da banda e do disco. A execução é boa e a vibração é enorme.

Ao fim de Law of the Sword, a banda faz um intervalo embalado por um divertido vídeo mostrando os integrantes contando a história de seus dois primeiros trabalhos e de casos inusitados, como o incêndio na cortina de um teatro causado por uma tocha carregada pelo vocalista.


A banda retornaria ao palco para a segunda parte do show, a aguardada execução de sua obra-prima, Theatre of Fate. Dessa vez a banda é mais exigida, pois é reconhecidamente notória a evolução musical de um disco para o outro. Porém, como na primeira parte do show, execução e vibração ótimas.

Rebel Maniac, canção de Evolution, o primeiro álbum sem André Matos, seria o único bis da noite, apesar dos insistentes pedidos do público carioca pela faixa-título.

Além das músicas, o show foi marcado pelos longos discursos de André Matos e pela engraçada performance do baixista Pit Passarell, que estava "muito doido" e presenteou a audiência com um pitoresco mosh.

Memorável! Nostalgia pura!

Grande abraço a "everybody, everybody",

Filipe.

domingo, 1 de julho de 2012

"Heavy Metal: A História Completa" de Ian Christie



Olá, pessoal!


Acabei de ler um dos livros mais interessantes sobre a história do mais maldito dos gêneros musicais, Heavy Metal: A História Completa do jornalista e músico Ian Chirste.


O livro, com o sugestivo título original Sound of the Beast - The complete headbanging history of Heavy Metal, é provavelmente o relato mais completo sobre o assunto que li na vida, desde o momento seminal do estilo com o lançamento do álbum homônimo do Black Sabbath até o ano de 2003, quando o livro foi lançado.


Passa pela criação e fortificação do movimento The New Wave of British Heavy Metal, NWOBH, quando bandas como Judas Priest e Iron Maiden pegaram o som do Black Sabbath, aceleraram, injetaram mais energia e adicionaram complexidade com o dobrada de guitarras.


Prossegue pela invasão do movimento europeu aos Estados Unidos, onde se fortificou com nomes como Van Halen, Kiss, Anthrax, Megadeth, Slayer e Metallica, esta última sendo justamente citada em excesso durante todo o livro. A história do heavy metal se confunde com a história da maior e mais importante banda do gênero, seja no aspecto musical, com a solidificação do thrash metal, seja no comercial, com os milhões de discos vendidos e os vários prêmios recebidos.


Está presente no livro o choque do movimento black metal, desde seu início teatral com Venom, Mercyful Fate e Hellhammer no início da década de 1980 até a incorporação de sons góticos e fundamentalismo anticristão na Noruega, culminando em assassinatos e famosos incêndios  de igrejas históricas norueguesas no início da década de 1990.


A descrição dos exageradamente opostos glam metal e death metal mostra que heavy metal não é "uma coisa só" como muitos leigos imaginam. Na verdade, o livro apresenta bem a divisão cultural e as rixas formadas dentro de cada um dos inúmeros subgêneros.


As misturas de estilos do heavy metal com o punk hardcore, o funk, o rap e a música eletrônica também são narradas e exemplificadas com bastante cuidado.


A análise dos fatos e do horror causado na direita republicana e nos fundamentalistas religiosos de EUA e Oriente Médio, destampando na terrível caça às bruxas de cabelos compridos, cintos de bala e camisetas pretas, é uma das partes mais importantes do livro. Deveria ser lido por qualquer pessoa, seja ela amante ou não de música pesada.


O texto contém ótimas tiradas, além de diversas listas exemplificando cada um dos subgêneros descritos, traçando paralelos com a situação política e social do mundo e sua influência na música que mais cantou as mazelas da humanidade.


De positivo, além dos detalhes e suas análises sobre os fatos, é incrível a facilidade de Ian Christe em descrever os sons e ritmos com palavras, utilizando-se de comparações e sarcasmo.


De negativo, o fato do texto dar muita atenção ao punk e pouca atenção a bandas indispensáveis como Helloween e Dream Theater e seus seguidores nos movimentos Power Metal e Prog Metal. Além disso, o livro carrega um número enorme de informações o que pode ser tornar sacal para os laicos.


De qualquer forma, indico para todos amantes de boa leitura e, principalmente, de música pesada.


Grande abraço "para os desajustados e os esperançosos",


Filipe.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

RUSH CLOCKWORK ANGELS primeiras impressões

Olá, pessoal!

Pois é, mais uma vez a indústria fonográfica levou uma rasteira e, assim como tantos outros, o aguardado Rush Clockwork Angels vazou na internet a poucos dias de seu lançamento.


E é claro que este fanático pelo power-trio canadense, assim como em 2007 com Snakes & Arrows, não aguentou esperar o lançamento do álbum.

E assim como em 2007, estranhei o som à primeira audição. 

Lembro bem que o pessoal do fã-clube estava muito empolgado com as canções de S&A e eu, no fundo, sentindo uma ponta de decepção com minha banda do coração. Algumas muitas vezes depois, ouvindo com atenção e deixando a música penetrar na alma, Snakes & Arrows se tornou um de meus álbuns favoritos. Simplesmente amo!

Imagino que será assim com Clockwork Angels. Ainda não o compreendi bem, mas tenho certeza que ele ainda terá muito a me oferecer. De qualquer forma, empolgado de cara.

Vamos então, como escrevi no título do texto, às minhas primeiras impressões:

O álbum abre com Caravan, canção que já havia sido lançada previamente, e que faz parte do já lançado Time Machine 2011 Live in Cleveland. Música forte com refrão interessante. Boa canção de abertura.

Segue com BU2B, que assim como a anterior, faz parte de Time Machine 2011 Live in Cleveland. Mais direta que a anterior, não chega a ser uma grande canção, mas também não chega a ser uma canção chata. Chama a atenção a forma pesada como as linhas de guitarra se apresentam.

Clockwork Angels, a faixa-título, vem em seguimento. Com a cozinha absolutamente torta e pesada e a melodia quase toda em tons altos, como nos bons tempos de progressivo, foi o motivo por eu ter me empolgado de cara com o disco. O monstro Neil Peart descendo o braço e virando tudo. Merece atenção redobrada.

O disco prossegue com The Anarchist. Novamente com Peart tocando pesado e com um ótimo riff de Lifeson, parece uma dessas canções hard rock que você ouviu não sabe onde. Chama a atenção a forma que Lee continua cantando. Geddy é realmente o excelente vinho que todos comentam.

O disco continua na linha hard rock com outro bom riff em Carnies. As linhas instrumentais são menos complexas e as melodias mais simples, lembrando alguns momentos do álbum Vapor Trails de 2002. A sonoridade de Clockwork Angels, aliás, lembra muito a de Vapor Trails.

Com um violão de doze cordas Lifeson dá a introdução à bela Halo Effect. Uma balada direta, forte e pesada. Tão pesada que pensei duas vezes antes de a classificar como balada.

Esperava de Seven Cities of Gold, tanto pelo nome quanto pela introdução, uma daquelas magistrais obras de rock progressivo. Se minha expectativa se frustrou, já que a canção caminha por outros rumos, posso dizer porém que é uma boa canção. Não chega a ser empolgante, mas é correta, como quase tudo que o Rush faz. Bom riff.


The Wreckers segue a trilha das canções mais simples de Snakes & Arrows, como The Larger Bowl ou Bravest Face. Instrumental menos complexo, melodia com pé no folk e refrão grudento. Tem cara de hit.

Headlong Flight, assim como as duas faixas de abertura, foi lançada previamente na internet. Não sei dizer se é a melhor canção do disco, mas é de cara a mais revigorante. Um deleite ver os três senhores tocando, e muito, com a energia de garotos! Aliás, percebe-se como nunca a influência dos novos talentos do heavy metal e hard rock na musicalidade dos dinossauros canadenses.

A bela, curta e orquestrada BU2B2 faz a ponte para Wish Them Well, outra que lembra também algo de S&A, porém desta vez as mais animadas com cara de hit como Good News First e We Hold On.

O encerramento fica por conta da belíssima The Garden. Violão, orquestração com sintetizadores, melodia sóbria e vocal inspirado fazem de The Garden uma daquelas baladas para fechar álbum com sabor de quero mais.

Enfim, essas foram apenas minhas primeiras impressões. Sei que ainda vou falar muito desta obra com lançamento previsto para 12 de junho. Ótima dica de presente para os namorados de bom gosto!

Grande abraço a todos e "In a world where I fell so small, I can't stop thinking big",

Filipe.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

A boa estréia de Ibson

Olá, pessoal!

No último sábado, 26/5/2012, o Flamengo fez no Engenhão seu primeiro jogo diante de sua torcida no Brasileirão 2012.

O jogo marcou a volta do meia Ibson ao meio-campo do Rubro-Negro.


E de forma geral, tirando dois gols perdidos, sendo um de cara com o goleiro do Internacional, Ibson estreou muito bem. Ao lado do jovem Luis Antônio, deu padrão tático e técnico ao meio campo e liberou os avanços de Ronaldinho Gaúcho.

Por falar em R10, o craque não vem jogando bem, concordo com a maioria, mas discordo das vaias ao atacante. Ele tem se esforçado, tentado acertar, mas realmente vem em má fase. Porém, craque é craque. E as vaias não ajudam em nada na sua recuperação.

No final, o empate de 3x3, após uma boa vantagem de 3x1 no placar, nos deixou com gosto de derrota, mas senti que não vencemos, pois faltou algum entrosamento ao time, juntamente com alguma falta de sorte e, principalmente por termos uma zaga muito insegura. Joel terá algum trabalho para acertar nosso sistema defensivo.

Imagino que daqui a umas três rodadas, o Flamengo engrenará no Brasileirão, pois os laterais têm se apresentado bem, o meio de campo começou a mostrar um padrão de jogo ofensivo e o ataque conta com dois craques dos quilates de Ronaldinho Gaúcho e Vágner Love. Esse último já merecendo a amarelinha há bastante tempo.

Nos falta banco, mas não dá para querer tudo em tão pouco tempo!

Grande abraço a todos e RUMO AO HEPTA, MENGO!

Filipe.

terça-feira, 24 de abril de 2012

ANTHRAX e MISFITS - Rio de Janeiro - 22/4/2012

Olá, pessoal!

Após o fracasso chamado Metal Open Air*, finalmente consegui assistir ao meu primeiro show do Anthrax.

Ainda cansado da viagem do Maranhão pro Rio de Janeiro, cheguei à Fundição Progresso por volta de 19h e entrei por volta de 20h20min quando a banda Anesthesia**, cover do Metallica, encerrava o show de abertura.
Pouco depois, a banda de punk rock Misfits entraria com seu visual horror show e faria o público cantar e pular durante boa parte do repertório. Repertório esse de 23 músicas, com destaque para Scream!, American Psycho, Halloween e Die, Die My Darling.


Bom show para esquentar o público para a grande atração da noite: o big 4*** Anthrax.

Com Earth On Hell, canção de abertura do disco que dá nome à turnê - Worship Music -, a banda de Thrash Metal fundada em Nova Iorque já daria seu recado de cara: energia e força aliados a boa técnica e melodia.

O show prossegue com a ótima Fight' Em Till You Can't, primeiro single de Worship Music.

Os clássicos Caught in a Mosh e Anti-Social - cover do Trust - dão prosseguimento à forte apresentação da banda.

The Devil You Know, mais uma boa canção do novo álbum, foi bem recebida pelos cariocas.

Indians, canção da obra-prima Among The Living, foi outro grande momento, sendo responsável pela abertura de várias "rodinhas" após o violento grito de WARDANCE!

Antes da sucessão de clássicos, o Anthrax veio com mais uma boa música do último trabalho: In The End. Interessante ver como todas as novas canções foram bem recebidas e cantadas, provando a fidelidade do público roqueiro da Cidade Maravilhosa.

A sequência Got The Time - cover de Joe Jackson - , Deathrider, Medusa, Among The Living e Be All, End All fechariam primorosamente o setlist principal.

A banda retornaria em seguida para o primeiro bis: Madhouse e Metal Thrashing Mad levantavam mais ainda o já ensandecido público!

E quando, após o fiasco M.O.A., já achava que o Anthrax havia salvo meu final de semana, a banda ainda retornaria para mais um bis com I'm The Man, Refuse/Resist - cover do Sepultura - e a grande I Am The Law.

Com o público querendo ainda muito mais, a banda agradece, lança as palhetas e se despede do público carioca por volta de meia-noite. 

Um espetáculo direto, forte, competente e arrasador que me fez valer cada centavo de meu retorno antecipado do Maranhão para o Rio de Janeiro.

Grande abraço a todos e "Follow me or die",

Filipe.


domingo, 22 de abril de 2012

Metal Open Air: o maior fiasco da Terra

Senhoras e senhores,

Com vocês o maior fiasco da Terra: o Metal Open Air.

Bem, é isso aí! Também conhecido pela sigla de M.O.A., o Metal Open Air vinha, desde o segundo semestre de 2011, prometendo ser o maior festival de heavy metal do Brasil. E não era para menos, a pré-lista contava com nomes como Anthrax, Venom, Motörhead, entre muitas outras.


Colocando fé e apostando várias fichas no festival, comprei, logo no primeiro lote, meu ingresso para os três dias juntamente com o passaporte que dá direito ao camping.

Os anúncios se seguiram e, a cada dia, novas bandas se juntavam ao Line Up, incluindo Anthrax, Megadeth, Saxon e o supergrupo Rock 'N' Roll All Stars formado por estrelas do naipe de Gene Simmons (Kiss), Glenn Hugues (Black Sabbath, Deep Purple), Sebastian Bach (Skid Row), Matt Sorum (Guns 'N' Roses) e muitos outros.

A divulgação aumentava a cada dia, chegando ao ponto de anunciar o ator Charlie Sheen como mestre de cerimônias do Rock 'N' Roll All Stars.

Na quinta-feira, 19/4/2012, por volta de 19h30min, embarquei, juntamente com a namorada, no Aeroporto Internacional do Galeão no Rio de Janeiro em direção à São Luís do Maranhão.

Após voo tranquilo com uma enorme parada em guarulhos, a chegada ao camping no Parque Independência, local do evento, foi logo estranha à primeira vista. O camping não possuía sombra, informações e, o pior, água. Banheiro? Só químico! De qualquer forma, embaixo de chuva, separei meu material de campista e montei minha barraca.

Minha primeira tentativa de ir ao banheiro foi desastrosa. Banheiro imundos já às 8h da manhã. Imaginem o que viria por aí!

Embaixo de forte sol, entramos em uma fila enorme e lenta para trocar nossos e-tickets por pulseiras que dão os acessos aos shows e ao camping.

Após mais de duas horas na fila, retornamos ao camping já com a informação da primeira grande desistência: a clássica banda inglesa de black metal Venom, escolhido como headliner do terceiro e último dia do M.O.A.

Com o camping em estado precário e a notícia de outras bandas cancelando, entre elas o Saxon, consegui de última hora reserva em um hotel na cidade. Após ceder umas três entrevistas, consegui com um casal de jornalistas de O Imparcial, carona para o hotel.

Após chegar ao hotel, tomar um banho descente, almoçar e descansar, tentamos pegar o prometido ônibus do festival.  Como o tal ônibus nunca apareceu pra gente, rachamos o táxi com duas pessoas que conhecemos por lá e partimos pro Parque Independência.

Assistimos aos shows do Exodus, Symphony X e Megadeth. Este último, frio e burocrático, com apenas oito músicas. O líder Dave Mustaine se pronunciou após o show, via Twitter, que o Megadeth só tocou em respeito aos fãs.

E foi esse respeito aos fãs que ganhou proporção no Twitter. Músicos do nível de Ricardo Confessori, Edu Falaschi, Felipe Andreoli e Scott Ian discutiam qual seria a postura correta: tocar ou não tocar.

Além da péssima infra-estrutura para hospedagem e alimentação, o Parque Independência deixava também muito a desejar no quesito transportes. Táxis eram disputados a tapas, ônibus não circulavam, vans muito menos. Sendo assim, após sair por volta de 3h do show, só consegui um táxi por volta de 4h30min da madrugada.

Na manhã de sábado, 20 de abril, recebemos a pior das notícias: Anthrax, a banda que me fez viajar ao Maranhão, cancelou sua apresentação alegando problemas no som da bateria e má organização do festival.

Nessa "brincadeira", corri para o aeroporto e consegui, sob altíssimo custo, trocar nossas passagens e voltar para o Rio de Janeiro, onde logo mais assistiremos ao show do grupo.

Enfim, M.O.A. nunca mais!

Grande abraço a todos e que venha o Anthrax!

Filipe.

sábado, 14 de abril de 2012

DVD IRON MAIDEN ✪ EN VIVO! ✪

Olá, pessoal!

Ontem comprei o recém-lançado EN VIVO! da banda inglesa de heavy metal Iron Maiden.

O DVD duplo trás a apresentação da banda em 10 de abril de 2011 em Santiago do Chile pela The Final Frontier World Tour.


Sobre o show, a banda e as músicas, não vou me prolongar, pois já escrevi há alguns meses atrás, quando a turnê passou pelo Rio de Janeiro.*

O setlist em Santiago foi exatamente o mesmo apresentado aos cariocas. A execução, perfeita como de costume.

O público de mais de 50 mil pessoas, encheu e mexeu com o tradicional Estadio Nacional de Santiago.

Vale ressaltar a enorme qualidade do áudio gravado nas versões 2.0 Stereo PCM, 5.1 DTS Surround Sound e 5.1 Dolby Digital Surround Sound, e o fantástico jogo de 22 câmeras em HD, capturando diversos detalhes da banda e do público. Muito bonitas as imagens apresentadas em janelas simultâneas.

Detalhe para as imagens dos pés descalços de Nicko McBrain atacando o bumbo e provando para muita gente que o baterista da Donzela faz com pedal simples o que muito baterista por aí não faz com pedal duplo. 

O DVD 2 trás o documentário Iron Maiden: Behind The Beast, com depoimentos da banda e de toda a equipe, sobre o avião próprio - Ed Force One- pilotado pelo vocalista Bruce Dickinson, logística, cenários, aquisição de vistos, escolha do setilst, ensaios, conceito, as cidades visitadas na turnê, entre outras coisas.


Interessante ver o trabalho da equipe em locais cuja infra-estrutura é arcaica e precária, como em Jacarta na Indonésia, além do problema enfrentado pela banda com os terremotos e tsunamis ocorridos em Tóquio.

Enfim, uma emocionante lição de profissionalismo e paixão que deveria ser assistido por qualquer profissional de logística.

Além do documentário, o DVD 2 trás ainda o clipe de Satellite 15... The Final Frontier, seu making of e o video de introdução dos shows da The Final Frontier World Tour.

Vale lembrar que o EN VIVO! também saiu no formato de CD duplo.

Grande abraço a todos e "gotta to tell you a history",

Filipe.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Roger Waters The Wall - Rio de Janeiro

Olá, pessoal!

Na quinta-feira da semana anterior, 29/3/2012, o Rio de Janeiro recebeu mais uma vez o gênio e fundador do Pink Floyd, Roger Waters.

Desta vez, o músico inglês trouxe à Cidade Maravilhosa, sua turnê The Wall, reproduzindo e encenando o homônimo e clássico disco do Pink Floyd de 1979.


Como anunciado, o show foi um teatro musical de qualidade ímpar. Efeitos especiais, bonecos gigantes, pirotecnia e projeções fantásticas, tudo muito bem ensaiado, fez de The Wall um dos maiores espetáculos que presenciei na vida.

A abertura com In The Flash? já dá o tom do que seria o show. O final da canção com o avião cruzando o estádio do Engenhão e derrubando parte do gigantesco muro montado é de arrepiar e levantar o público mais morto.

O hit Another Brick In The Wall Part 2 fez o estádio cantar em uníssono! E o boneco gigante do professor "carrasco" dá um show a parte! Principalmente para os fãs da banda e os que assistiram ao filme Pink Floyd: The Wall de 1982, do diretor Alan Parker.

Outro grande momento foi com Mother. Enquanto Waters cantava a linda melodia acompanhado de um violão, o telão mostrava sua performance na turnê original de 1980. Impressionante a sincronia de movimentos!

Young Lust, Hey You!, Comfortable Numb, In The Flash e Run Like Show outras fortemente conhecidas e com apelo radiofônico também mexeram com o grande público.

Mas foram as clássicas cenas dos martelos marchando e do julgamento na trinca Waiting For The Worms / Stop / The Trial que mais arrepiaram os pelos do braço deste apaixonado fã e blogueiro.


Assumo que esperava mais da derrubada do muro ao final, mas de qualquer forma, muito interessante o trabalho de toda a equipe na construção e destruição do mesmo.


Chamaram atenção também a audácia de Waters em atacar algumas grandes marcas do Capitalismo como a Coca-Cola e a Mercedes nas diversas imagens projetadas, e as escritas em português de "Porcos Fardados" no grande balão javali que sobrevoava o estádio.






Enfim, um espetáculo grandioso, musical e visualmente.

Grande abraço a todos e "is there anybody out there?".

Filipe.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Van Halen - A Different Kind Of Truth

Olá, pessoal!

Há algumas semanas, os boatos se tornaram realidade: a clássica banda americana de hard rock Van Halen lançou, após 14 anos, novo disco de inéditas. O álbum marca o retorno do vocalista original, o figuraça David Lee Roth.

Tattoo, a faixa de abertura e primeiro single do álbum, já dá o tom deste novo trabalho: Van Halen com cara de Van Halen. Bom humor, melodia pra cima, a voz de gigolô de David, backing vocals marcantes, o som clássico da bateria de Alex e a mágica guitarra de Eddie.

She's The Woman vem em seguida com a mesma pegada clássica. Refrão que pega rápido.

You and Your Blues é outra faixa ótima. Tema arrastado com a guitarra marcando. Ponte e pré-refrão lindos. Refrão forte. Solo de guitarra com a marca do mestre.

China Town é outra boa canção. Acelerada e com bom refrão. Os riffs lembram o clássico Van Halen de Women and Children First de 1980. A introdução da música trás o gênio Eddie em velha forma.

Blood and Fire é outra muito boa. Lembra as canções menos debochadas e mais melódicas do primeiro álbum da banda. Refrão gritado. Excelente solo de guitarra.

Bullethead é outra canção acelerada com a marca Van Halen. Boa faixa.

As Is é outra ótima música. Com melodia rápida, recortada e gritada, lembra as canções de Van Halen II de 1979.

Honeybabysweetiedoll é outra canção pesada que trás um pouco da marca do Van Halen da era Sammy Hagar.

The Trouble With Never vem com o melhor riff do álbum e com melodia pra cima. O refrão também é bem marcante. Nota-se claramente o bom trabalho do novato baixista Wolfgang Van Halen que tem duas difíceis tarefas: substituir o querido Michael Anthony no coração dos fãs e carregar o nome do papai Eddie.


Outta Space é outro hard rock com pegada forte. Muito boa.

Stay Frost alterna um divertido country com um animado hard rock. Outra marca da banda.

Big River é um hard rock simples, direto, porém muito bacana e marcante. Outro bom solo com a cara de Eddie.

A música de encerramento é Beats Workin' que repete a fórmula da canção anterior com simplicidade e refrão marcante. Se não chega a fechar o álbum com brilho,  também está longe de fazer feio.

Enfim, A Different Kind Of Truth é o Van Halen repetindo velhas fórmulas, mas de forma correta e inspirada. Formidável.

"So very autobiographic".

Grande abraço a todos,

Filipe.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Uxmal Malbec 2010

Olá, pessoal!

Provei recentemente um vinho que, se não chega a ser especial, não faz feio em ocasiões como jantares com amigos, negócios ou simplesmente no dia-a-dia. Falo do Uxmal Malbec 2010, pertencente à argentina Bodega Uxmal.



É um vinho saboroso, macio e interessante, com bom final e complexidade.

Produzindo na região do Mendonza, é maturado parte em carvalho francês, parte em americano, possui 13,5% de teor alcóolico e deve ser servido entre 16 e 18ºC.

O que mais chama atenção é seu preço médio na casa dos R$25,00. Excelente preço para um vinho tão elegante.

Recomendo.

Grande abraço a todos e saúde.

Filipe.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

RUSH - Time Machine 2011

Olá, pessoal!

Por falta de tempo e inspiração - muito trabalho, muitos programas pessoais e poucas novidades interessantes no meio musical e cultural - estive afastado do blog desde meados de dezembro. Recentemente, porém, comprei um DVD lançado ano passado que foi um dos melhores presentes que me dei neste início de 2012 e que me fez querer tirar um momento para escrever: Rush - Time Machine 2011 - Live in Cleveland.

Bem, quem me conhece, seja pessoalmente seja virtualmente, sabe de minha paixão pelo power trio canadense. Sendo assim, me desculpem se este texto soar pessoal demais.

Uma observação importante: a turnê que deu nome ao DVD, passou no Rio de Janeiro em 10/10/2010 e, só não gerou uma publicação neste blog, pois só o criei em janeiro de 2011.

O show se inicia com um divertido video sobre uma invenção genial que criaria talentos musicais com viagens musicais nos estilos e épocas. Uma espécie de máquina do tempo. Versões diversas e engraçadas de The Spirit of Radio preparam o público para receber a banda com a citada canção como abertura. E que abertura! Logo de cara, o trio mostra para o que veio.

De forma inusitada, a banda dá logo uma diminuída no ritmo e vem com uma sequência menos vibrante, porém não menos emocionante. Time Stand Still e Presto são suaves porém fortemente bem recebidas pelo público.

Poucas são os monstros do rock que não vivem de passado, lançando sempre grandes álbuns durante o decorrer da carreira. O Rush, assim como Iron Maiden e Metallica, é uma dessas bandas. E a sequência Stick It Out - que injetou novamente adrenalina no show -, Workin' Them Angels, Leave That Thing Alone, Faithless e BU2B - esta última do ainda não lançado Clockwork Angels - prova isso claramente.

Mesmo com a excelente aceitação das músicas lançadas da década de 1990 para cá, nada como uma sequência de clássicos para esquentar o público de vez. Freewill, Marathon e Subdivisions foram as responsáveis por fechar incrivelmente o primeiro set do show.

Um outro vídeo engraçado prepara o público para o mais aguardado momento da noite: a obra-prima MOVING PICTURES sendo reproduzida ao vivo na íntegra. Inenarrável, indescritível, indizível, extraordinário!

Com o público sem fôlego, em transe, após os últimos acordes de Vital Signs, a banda retorna com Caravan, outra boa canção do ainda não lançado Clockwork Angels.

O tradicional solo do Professor Neil Peart não poderia faltar. Dessa vez intitulado Moto Perpetuo, mostra-se a cada dia mais técnico e mais experimental.

Alex Lifeson com um curto e bonito solo de violão de 12 cordas chamado O'Malley's Break dá a introdução para o clássico Closer To The Heart. Grande momento.

Overture e Temple Of Syrinx, as duas primeiras partes de 2112, mais uma vez não ficam de fora do setlist. E Far Cry fecha o segundo set com energia.

Com uma pequena versão galhofa de La Villa Strangiato, em alusão aos vídeos engraçados, logo convertida na versão real da música, a banda retorna para o bis.

E por falar em versão, Working Man nas versões reggae e natural encerram o espetáculo. Sensacional!

Fora o grande show, vale comentar o excelente trabalho dos diretores Scot McFadyen e Sam Dunn, que já haviam trabalhado com a banda em Rush: Beyond The Lighted Stage. Maravilhoso o jogo de câmeras e imagens. Certamente o melhor DVD da banda neste quesito.

Vale ressaltar também a satisfação em ver o quase sempre sisudo Neil Peart a cada dia mais brincalhão e sorridente.

E para finalizar, sobre o show no Rio de Janeiro, saí de alma lavada e pronto para morrer feliz após ver Subdivisions e With Hunt ao vivo. Mágico!

Enfim, comprem e se divirtam. Muitas vezes.

Grande abraço a todos e "all the world's indeed a stage and we are merely players".

Filipe.