sábado, 17 de setembro de 2011

Anthrax - Worship Music

Olá, pessoal!

No dia 13 de setembro, a veterana banda de thrash metal Anthrax lançou seu novo trabalho de inéditas, Worship Music.


O trabalho já prometia, pois a banda vem animada com o retorno do vocalista Joey Belladonna e com os shows ao lado de Megadeth, Slayer e Metallica, o conhecido Big Four do thrash metal.

Além disso, duas boas e pesadas músicas já haviam sido disponibilizadas para audição antes do lançamento oficial: Fight 'em 'til You Can't e The Devil You Know.

O disco começa com uma pequena introdução instrumental chamada Worship. Sem melodia ou riffs, Worship é simplesmente um emaranhado de estranhos sons preparando o ouvinte para a faixa de abertura Earth and Hell. Aliás, ótima faixa de abertura. Melódica e violenta, nos trás o velho e bom Anthrax fazendo novamente thrash metal.

A sequência fica por conta do hit The Devil You Know citado acima. Assim como a faixa de abertura, é violenta e melódica, porém com mais cara de música radiofônica. Se em nosso país, heavy metal fosse música de rádio, obviamente.

Escutei Fight 'em 'til You Can't no dia em que a música foi liberada para audição no Youtube. Foi a responsável por minha ansiedade com o lançamento do álbum. Tema rápido, refrão feroz, backing vocals inspirados e banda afinada! Brutal! Excelente!

I'm Alive vem em sequência. Menos acelerada e ainda mais melódica, trás um pouco do heavy metal dos anos 80. Aliás, o veterano Joey Belladonna, que possuia a voz aguda, está com a voz grave e forte de seu ídolo Ronnie James Dio.

Outra pequena instrumental, Hymn 1, faz introdução para In The End. Pesada, porém arrastada, In The End é outra boa música do álbum. Possui energia, apesar de não ser uma música veloz.

The Giant vem em sequência e possui uma das melhores linhas melódicas até então. Mais uma faixa acelerada e inspirada! Vocais e backing vocals duelando com energia no tema e contraponteando com beleza no refrão. Aliás, marca registrada da banda.

Hymn 2, outra pequena instrumental, é a introdução de Judas Priest. Faixa em homenagem à lendária banda de heavy metal. A letra cita a obra do Judas e a música lembar o heavy metal tradicional da banda do lendário Rob Halford.

Crawl trás a banda de volta às sementes plantadas pelo ex-vocalista John Bush na banda. Heavy metal com influência de grunge, harcore e groove metal. Aliás, Worship Music é a volta do Anthrax ao thrash metal, porém com sonoridade moderna e pitadas de groove. Apesar de boa parte dos fãs terem torcido o nariz para a banda nesta época, assumo que adoro todos os trabalhos com John Bush nos vocais. Tanto quanto os com Belladona.

The Constant é a música que mais lembra o Anthrax clássico dos álbuns Spreading the Disease ou State of Euphoria. Muito boa música!

A parte principal do álbum, sem o bônus, se encerra com Revolution Screams. Essa foi paixão a primeira audição. Dinâmica do início ao fim, modula thrash, groove, melodia e agressão. Novamente os backing vocals dão o brilho certo! Excelente!

Após uma pausa de cinco minutos, a faixa bônus New Noise, cover da banda sueca Refused, vem de surpresa! Harcore com cara de Anthrax pra encerrar com tudo!

Enfim, comprem e ouçam! Grande álbum!

Grande abraços a todos e "ANTHRAX IS BACK, MAN!"

Filipe.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Stan Lee de Kevin Smith

Olá, pessoal!

Os que me conhecem ou seguem no Twitter sabem que nunca fui muito de curtir televisão ou cinema. O primeiro por não gostar mesmo e o segundo por preguiça. Minhas paixões sempre foram música e literatura. Quadrinhos? Bem, quando mais novo, cheguei a me interessar sobre alguma coisa da Marvel e da DC Comics, porém hoje em dia curto mesmo Asterix ou Tintim. E dou algumas risadas com Calvin e Hangar.

Mas vamos ao que interessa! Neste quarta-feira, feriado de 7 de setembro, resolvi dar uma olhada na TV e descobri um documentário bem interessante: Stan Lee: Mutantes, Monstros e Quadrinhos do diretor Kevin Smith.

Stan Lee, para os que não conhecem, é o nome mais importante do universo HQ. Criador de personagens como o Homem-Aranha, o Incrível Hilk, o Homem de Ferro, o Quarteto Fantástico, o Demolidor e os X-Men, Stan Lee é antes de tudo "uma figuraça".

Lançado em 2002, o filme nada mais é do que uma entrevista dada por Lee ao cineasta Kevin Smith. Como falei, apesar de não ser apaixonado nem por heróis, nem por cinema, o filme vale a pena, simplesmente pelo fato de Stan Lee ser um tagarela genial.


O velho, simpático e querido como poucos, parece a todo momento ter feito de sua vida um enredo planejado. Engraçado e inteligente, Stan Lee se avalia sob críticas e elogios com a naturalidade de quem avalia o trabalho de terceiros.

Enfim, recomendo aos fãs de HQ ou simplesmente aos que se interessam por grandes personagens do entretenimento e da cultura.


Grande abraço a todos e "Excelsior!",

Filipe.

sábado, 3 de setembro de 2011

Dream Theater - A Dramatic Turn Of Events

Olá, pessoal!

Com data prevista de lançamento para 13 de setembro, já vazou na rede o novo trabalho da banda de progressive metal Dream Theater. A Dramatic Turn Of Events é um disco com nove músicas e pouco mais de 77 minutos. Deixando para trás os timbres sombrios do último Black Clouds & Silver Linings, o atual trabalho tem a sonoridade mais limpa e suave de álbuns como Octavarium, por exemplo. É também o primeiro disco da banda com o recém-chegado baterista Mike Mangini.

 
On The Back Of Angels é primeiro single do álbum e foi disponibilizada pela Roadrunner para audição no Youtube antes do lançamento do álbum. Começa com uma introdução bonita, épica. De cara, já podemos perceber que o estreante baterista Mike Mangini substituiu com maestria o lugar antes ocupado pelo virtuoso e carismático Mike Portnoy. A melodia é interessante e o refrão longo e melódico. Como na maioria das canções da banda, cozinha torta e muita técnica.

Build Me Up, Break Me Down vem em seguida com uma proposta mais simples. Refrão mais fácil, guitarra e baixo mais pesados, bateria menos torta.

Lost No Forgotten é outra boa música. Também pesada e forte.Os temas variam de forma dinâmica. Menos melódica e mais violenta. Tem boas passagens instrumentais. Detalhe para os bons solos do guitarrista John Petrucci.

This Is The Life começa com um bonito tema de piano e voz. É uma balada interessante que cresce do meio para o fim da música.

Bridges In The Sky é outra longa canção com outro bom refrão. Os temas também dinâmicos e melódicos são os mais bonitos até então do início do álbum. Detalhe para o solo de Hammond de Rudess.

Outcry, assim como a anterior, possui mais de 11 minutos. Aliás, A Dramatic Turn Of Events é um álbum de longas canções. As dificílimas passagens intrumentais, verdadeiros exercícios de tempo, sobram em Outcry. Boas melodias também.

Far From Heaven é outra balada ao piano. Pequena, simples e bela.

Breaking All Illusions é, com seus mais de 12 minutos, a maior música do disco. Trocas de compassos, temas acelerados e melódicos solos de guitarra se alternam nos espaços entre as várias passagens. Possivelmente, a faixa mais inspirada de todo o álbum.

O encerramento fica por conta da bela Beneath The Surface, uma balada de cordas e vocais com orquestração e um pequeno e interessante solo de moog.

Enfim, é um álbum correto, com grandes momentos, porém nenhuma grande obra-prima da banda nova-iorquina. Pelo menos, ainda não durante essas minhas primeiras audições.

Grande abraço a todos,

Filipe.