Olá, pessoal!
Comecei ontem, a partir do Rust In Peace, a escrever sobre "as obras-primas dos quatro grandes do thrash metal". Continuando a série, vamos ao álbum Among The Living do Anthrax.
Lançado em 1987, Among The Living é o terceiro disco e o melhor trabalho do Anthrax segundo a maioria dos fãs e da crítica especializada. Na época o Anthrax era composto por: Joey Belladonna nos vocais, Dan Sptiz na guitarra solo, Scott Ian na guitarra base, Frank Bello no baixo e Charlie Benante na bateria. O disco foi produzido por Eddie Kramer que já havia trabalhado com nomes do porte de Led Zeppelin, Jimi Hendrix e KISS.
Em comparação ao dois primeiros álbuns da banda - Fistful Of Metal e Spreading The Disease -, Among The Living demonstra maior maturidade rítima, melódica e sonora.
A faixa-título é também a faixa de abertura. Com uma pegada possante e refrão forte, Among The Living é uma música capaz de sacudir qualquer esqueleto. O Anthrax possui uma fórmula que se repete em grande parte de suas músicas, mas que quase sempre funciona bem: tema, ponte, pré-refrão e refrão. É uma banda que valoriza a sobreposição de melodias entre o vocal principal de Belladona e os fortes backing vocals de Ian e Bello.
A segunda música se chama Caught In A Mosh e é, provavelmente, a canção mais executada pela banda. É outra música com a estrutura "tema, ponte, pré-refrão e refrão" mais um tema de "fuga" chamado mosh part que funciona muito bem. O baterista Charlie Benante aparece quebrando tudo!
A terceira faixa se chama I Am The Law e é baseada na história em quadrinhos Judge Dredd que fez sucesso no cinema com Silvester Stallone como "O Juiz". Valorizando o lado groove da banda, é uma faixa menos acelerada que as anteriores, mas tão divertida quanto. É outra bem executada nos shows.
Efilnikufesin (N.F.L.) é a quarta música do álbum. Escrita de forma a representar Nice Fuckin Life ao contrário, foi composta em homenagem aos ator John Belushi. É umas das músicas que demonstram a inclinação do Anthrax ao punk rock.
A quinta música se chama Skeleton In The Closet. Não é uma música tão conhecida como as quatro primeiras, porém também merece destaque no álbum. Com base sólida, cozinha nervosa e backing vocals agressivos, possui um refrão poderoso cantado a plenos pulmões.
A sexta faixa se chama Indians e é outra música bem executada nos shows pela banda. Começa com uma batida meio tribal e segue por um excelente tema thrash. É outra que segue a linha "tema, ponte, pré-refrão e refrão" mais um tema de fuga com a banda fazendo alusão aos cantos de guerra dos indios americanos.
A sétima música se chama One World e é a faixa mais acelerada do disco. Com uma base rápida e pulsante e o refrão gritado a plenos pulmões, mostra mais uma vez o lado meio thrash metal meio hardcore do Anthrax. É uma daquelas músicas de que dá vontade de sair "dançando e quebrando" tudo. Nervosa!
A.D.I./Horror of It All é a oitava faixa do álbum. Com uma bonita abertura de cordas, segue por um tema pesado e melódico. É a maior e mais trabalhada faixa do disco. É a que mais se aproxima da raíz thrash metal da banda presente nos dois primeios álbuns.
A nona e última faixa se chama Imitation Of Life é em minha opinião a música mais morna desse disco. Um disco tão forte e pulsante mereceria uma música de encerramento mais poderosa. De qualquer forma, é uma canção interessante com um dos melhores solos do guitarrista Dan Spitz.
O disco foi dedicado ao falecido baixista do Metallica - Cliff Burton - e em sua capa aparece o bizarro personagem Henry Kane do filme Poltergeist 2.
Enfim, recomendo a audição de mais essa obra-prima do metal!
Grande abraço a todos e "FOLLOW ME OR DIE",
Filipe.























