No último sábado, 26/5/2012, o Flamengo fez no Engenhão seu primeiro jogo diante de sua torcida no Brasileirão 2012.
O jogo marcou a volta do meia Ibson ao meio-campo do Rubro-Negro.
E de forma geral, tirando dois gols perdidos, sendo um de cara com o goleiro do Internacional, Ibson estreou muito bem. Ao lado do jovem Luis Antônio, deu padrão tático e técnico ao meio campo e liberou os avanços de Ronaldinho Gaúcho.
Por falar em R10, o craque não vem jogando bem, concordo com a maioria, mas discordo das vaias ao atacante. Ele tem se esforçado, tentado acertar, mas realmente vem em má fase. Porém, craque é craque. E as vaias não ajudam em nada na sua recuperação.
No final, o empate de 3x3, após uma boa vantagem de 3x1 no placar, nos deixou com gosto de derrota, mas senti que não vencemos, pois faltou algum entrosamento ao time, juntamente com alguma falta de sorte e, principalmente por termos uma zaga muito insegura. Joel terá algum trabalho para acertar nosso sistema defensivo.
Imagino que daqui a umas três rodadas, o Flamengo engrenará no Brasileirão, pois os laterais têm se apresentado bem, o meio de campo começou a mostrar um padrão de jogo ofensivo e o ataque conta com dois craques dos quilates de Ronaldinho Gaúcho e Vágner Love. Esse último já merecendo a amarelinha há bastante tempo.
Nos falta banco, mas não dá para querer tudo em tão pouco tempo!
Essa semana, o mundo teve notícia de um dos melhores jogos da história do futebol. Não é exagero! Outros grandes jogos marcaram minha vida, mas esse Flamengo e Santos na Vila Belmiro foi algo fora de série! Fato que virou notícia e rodou o mundo!
Comecei a noite em um bar bebendo cerveja com dois amigos, mas o dono do bar que não é torcedor rubro-negro, resolveu fechar o estabelecimento, obrigando-nos a correr para outro a fim de assistir ao jogo! Um dos amigos, torcedor americano, foi para casa, e o outro flamenguista ligou para a noiva vascaína que já zombava ao telefone: "Vai fazer o que lá? O Santos já está ganhando de 2x0". Desanimados, fomos assim mesmo! Ao chegar no outro bar, um pequeno grupo de rubro-negros desanimados não acreditava no incrível placar de 3x0 para o Peixe.
Pensei: "já que vamos levar uma surra, vamos pelo menos beber pra esquecer". Mas a cada chopp que pedia, o Flamengo fazia um gol. O primeiro, ao 28 minutos, em cruzamento de Luis Antônio para Ronaldinho, e o segundo, aos 31 minutos, em cruzamento de Leonardo Moura pra Tiago Neves. Jogo eletrizante!
Não acreditava no que via! Já no 3x2 sussurrei baixinho: "vamos virar esse jogo", mas foi o Santos que teve a chance de ampliar com um pênalti a favor desperdiçado de forma bisonha por Elano! O meia santista que havia isolado recentemente um pênalti cobrado pela Seleção Brasileira, agora tentou a cavadinha que foi parar nas mãos de Felipe. O goleiro rubro-negro ainda debochou comemorando com embaixadinha! Memorável!
Com a chance perdida pelo Santos, o Flamengo se animou e partiu em busca do empate que aconteceu em escanteio cobrado por Ronaldinho na cabeça de Deivid. E assim terminava o eletrizante primeiro tempo!
Só no intervalo que fui ver os gols santistas: o primeiro com lançamento magistral de Elano para Borges; o segundo com passe de Ganso para Neymar que chutou, mas parou em grande defesa de Felipe, e no rebote deu passe de bicicleta para novamente Borges marcar; o terceiro, uma obra-prima, em jogada individual de Neymar, que driblou toda a defesa do Flamengo e tocou na saída de Felipe. O menino, para quem ainda duvidava, mostrava seu repertório de craque!
Na volta para o segundo tempo, ainda muito animado com a reação rubro-negra, vi mais uma vez o menino Neymar fazer a diferença, entrando na área e tocando na saída do goleiro do Flamengo. 4x3 pro Santos.
Apesar da água no chopp, não desanimei, pois havia presenciado o poder de reação rubro-negro no primeiro tempo! E não me decepcionei!
Ronaldinho sofre falta perto da área e cobra rasteiro enganando a barreira que saia do chão! Genial! 4x4.
Não demorou muito para que em um contra-ataque veloz, Tiago Neves desse o passe para Ronaldinho tocar na canto esquerdo do gol santista! 5x4. Virada histórica e espetacular!
O Flamengo ainda teve chance de ampliar, mas o jogo terminou realmente em 5x4 para o Mais Querido.
Fim de jogo, ainda pedi algumas saideiras, voltei pra casa e não conseguia dormir! Bêbado de emoção!
Diferentemente da maioria que reclama, mas que dá pontos no Ibope, não assisto jogos com narração de Galvão Bueno. Aliás, não assisto nada na Globo a não ser que seja minha única opção.
Desta forma, minha principal escolha é o SporTv que, apesar de pertencer ao grupo Globo, possui postura bem diferente em suas transmissões. Sem galhofa e sem oba oba.
Gosto dos narradores Luis Carlos Junior e Milton Leite, e dos comentaristas Lédio Carmona e Noriega. Acho o primeiro razoável e pautado e o segundo, simpático e direto.
Mas nem tudo são flores no canal, pois um comentarista que responde pelo nome de Paulo César Vasconcellos, ou simplesmente PC, consegue baixar em muito a média do bom senso.
É o tipo de comentarista antipático cuja maior função é criticar clubes e atletas. Não entende nada de esquema tático, comentando sempre as coisas óbvias do tipo "o time A está melhor" ou "o time B precisa chutar a gol".
Possui implicância com alguns jogadores como Neymar e Daniel Alves. Critica o primeiro pelo excesso de dribles e o segundo pelo salto alto.
Tem a mania de reclamar de tudo. Se fulano chuta ele diz que deveria dar o passe, se fulano dá o passe, diz que deveria tentar o chute. Faz a mesma coisa em relação ao drible.
É chato, irritante e não acrescenta nada à transmissão dos jogos.
Seria ótimo se o mandassem pra competir com o insuportável Galvão Bueno e trouxessem em troca o nosso querido Leovegildo Júnior. Esse sim, simpático e entendendor das quatro linhas.
Ontem à noite, após meses afastado dos gramados, o craque Ronaldo se despediu da Seleção Brasileira e definitivamente do futebol profissional. Ronaldo, que recebeu o justo apelido de Fenômeno, talvez seja o último grande herói brasileiro a se despedir do futebol. Acompanhei a carreira de vários bons jogadores e de alguns grandes craques, mas tive apenas três heróis no futebol: Zico, Romário e Ronaldo.
O menino Ronaldo Nazário, na época Ronaldinho, começou sua infância em Bento Ribeiro e deu seus primeiros passos como jogador no time de futebol de salão mirim do Valqueire Tênis Clube. Alguns amigos meus que na época faziam parte do time chegaram a jogar com ele. E eu que frequentava o clube nesta época, certamente devo tê-lo conhecido, mas só recordo realmente de meus amigos de infância.
Logo após, o menino se tranferiu para o Social de Ramos, onde jogou contra meu amigo Fábio Trovão, que na época jogava no Bangu. Fiquei sabendo disso ontem pelo próprio Trovão.
Mas é o famoso e pitoresco gol contra o Bahia de Rodolfo Rodriguez, minha primeira lembrança do jovem Ronaldinho, na época no Cruzeiro. O gol que nunca mais me saiu da cabeça.
O tempo passou e Ronaldinho que depois viria a se tornar Ronaldo Fenômeno, passou por diversas provações, entre elas duas graves contusões no joelho, teve altos e baixos, mas conseguiu se marcar como um dos maiores craques de todos os tempos. E o maior artilheiro das Copas do Mundo. Fenômeno.
Fez gols incríveis e jogadas geniais. Ganhou corpo e velocidade e, por isso, foi injustamente classificado por alguns como mais um centroavante trombador. O tempo provou o contrário. Foi premiado o melhor do mundo por três anos.
Declaradamente flamenguista, deu seu único vacilo no campo profissional em nunca ter jogado no Flamengo que sempre deixou as portas abertas para o craque. Enfim, coisas do futebol.
Acima do peso e desacreditado, Ronaldo se tornou ídolo da torcida do Corinthians ao ser o protagonista do título do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil, ambos em 2009.
Em 2010, após diversas lesões e brigas com a balança, Ronaldo praticamente se afastou dos gramados, e ontem, 7/6/2011, fez definitivamente sua despedida da Seleção Brasileira. Em apenas 17 minutos em campo, o Fenômeno teve três chances claras de gol, mas duas pararam nas mãos do goleiro romeno e a outra deve ter saído do Pacaembu. Infelizmente, com o excesso de peso, as pernas não obedecem mais.
Enfim, não estou aqui para contar a história do craque, essa todos conhecem. Resolvi apenas dedicar alguns minutos para prestar minha pequena homenagem ao meu último grande herói no futebol.
Desculpe a forma irresponsável em que escrevo aqui, isto é, sem muita base fundamentada em notícias reais. Escrevo apenas no calor dos acontecimentos.
Ontem, o atacante do Fluminense Emerson teve a infeliz idéia de cantar dentro de seu ônibus "o bonde do Mengão sem freio". Dizem que o Emerson é flamenguista assumido, mas não posso afirmar. De qualquer forma, atitude idiota de nosso querido Sheik.
Condeno a atitude do jogador, mesmo sendo eu um apaixonado pelo Mais Querido do Mundo!
Mas o que me motivou a escrever o texto não é a atitude irresponsável de Emerson, mas a forma com que o assunto vazou na imprensa e a briga que a diretoria tricolor teve com o jogador.
Não é questão de passar a mão na cabeça de marmanjo, mas esse era o tipo de assunto que era para morrer dentro das Laranjeiras, com uma bronca secreta e bem dada no atleta.
Até quando nossos diretores serão simples amadores-torcedores? Não há mais espaço para esse tipo de gente no meio profissional!
Com a estabilização da economia e a profissionalização de alguns esportes no Brasil, nosso grandes clubes começaram finalmente a se reforçar devidamente, inclusive repatriando alguns craques. A presença de nomes como Ronaldinho Gaúcho, Tiago Neves, Deco, Fred, Diego Souza, Rivaldo e Luís Fabiano, entre outros, aumenta a esperança de um Campeonato Brasileiro disputado em alto nível.
Neste mês, porém, um fato me fez escrever esse texto: o Imperador Adriano abandonou o Roma e sofreu a rejeição de grandes clubes brasileiros. Entre eles, o Flamengo, a quem Adriano se ofereceu publicamente. Depois de muita conversa, Adriano foi contratado pelo Corinthians sob protexto de grande parte de sua torcida. O motivo? Indisciplina.
O caso de Adriano não é novidade. Os maus exemplos tem feito parte do futebol durante toda sua história.
Fatos recentes como o problema do menino Jorbson com as drogas e a simulação de sequestro do jogador Somália esquentaram o clima em General Severiano.
O caso de assassinato com requintes de crueldade envolvendo o goleiro Bruno do Flamengo chocou o Brasil e o Mundo. Aliás, o goleiro Felipe, contratado para substituir Bruno, chegou sob desconfiança, pois já havia demonstrado seu lado indisciplinado no Timão. Por enquanto tem andado na linha. Mas até quando?
Alíás, o Rubro-Negro da Gávea vive eternos casos de amor e ódio com os bad boys. Quem não se lembra da geração formada por Djalminha, Marcelinho Carioca, Júnior Baiano, Marquinhos, Paulo Nunes, Nélio e outros insubordináveis? São todos grandes jogadores que poderiam ter sido muito mais respeitados se tivessem mantido a cabeça no lugar! Culpa do clube? Julgo que sim.
Obviamente, outros desregrados fizeram a história do futebol. Quem não se lembra dos problemas com cocaína dos argentinos Maradona e Caniggia? E as inúmeras polêmicas, incluindo atropelamento com morte, envolvendo Edmundo? E o turbulento Serginho Chulapa? Podemos lembrar ainda de nomes como Paulo César Caju, Romário, Reinaldo, Renato Gaúcho e muitos outros.
O Velho Mundo também vive seus casos. O francês Eric Cantona, o alcoólatra e "quinto beatle" George Best, o italiano Materazzi e os ingleses Roy Keane e Paul Gascoigne são apenas alguns exemplos.
Aliás, polêmica e indisciplina é marca até mesmo de boa parte de grandes técnicos como Vanderley Luxemburgo, Muricy Ramalho e Luís Felipe Scolari. Elevados de profissionais do esporte a grandes astros, vivem sempre às turras com a imprensa e as torcidas.
Enfim, o que diferencia o comportamento dos intemperados jogadores de futebol dos atletas regrados de outros esportes? De quem é a culpa?
Como todo bom brasileiro, também sempre fui apaixonado pelo nobre esporte bretão. Em especial, quando praticado com maestria. Sou inclusive colecionador de camisas de clubes.
Ontem assisti ao jogo Barcelona e Arsenal pela Copa da UEFA o que me motivou a escrever esta postagem.
O Barcelona que sempre teve a "estranha mania" de montar grandes times, desta vez passou do limite.
Impressionante a forma que o Barcelona massacra, atropela o adversário. O time joga de forma compacta, seja pelas laterais com a passagem dos laterais Daniel Alves e Adriano, seja pelo meio com as incríveis trocas de passe entre Mascherano, Iniesta, Xavi e Messi, com os atacantes Pedro e Davi Villa abrindo os espaços no ataque.
Não sou especialista em esquema tático, mas é fácil ver que o Barcelona joga de forma diferente. Joga roubando a bola no campo de ataque, como se estivesse sempre perdendo o jogo. Joga valorizando os dois bens mais preciosos do futebol: o passe e a posse de bola.
Obviamente, não é apenas o esquema tático que faz do time catalão um dos maiores de todos os tempos. Craques como Villa, Messi, Iniesta e Xavi fazem a diferença. Também faz a diferença o lateral brasileiro Daniel Alves que parece ter três pulmões.
Enfim, recomendo aos amantes do futebol assistir ao que é provavelmente um dos cinco maiores times da História.
Para finalizar, deixo o link com o golaço do craque argentino Lionel Messi na vitória de 3x1 sobre o Arsenal.
Com o início da nova temporada e a movimentação dos clubes por grandes reforços, como Rivaldo no São Paulo ou Ronaldinho Gaúcho no Flamengo, após um enfadonho leilão com Palmeiras e Grêmio, veio-me à cabeça uma questão antiga: qual é o maior ídolo da história de cada um dos grandes clubes brasileiros?
Alguns nomes, conhecidos de todos, deixaram marca tão forte que carregam esse título com quase unamidade.
Pelé, o Rei do Futebol, obviamente é o maior ídolo da história do Santos. Zico, o Galinho de Quintino, o mais amado na história do Flamengo. O lugar do craque Mané Garrincha é insubstituível no coração dos torcedores do Botafogo.
Roberto Dinamite é o maior símbolo do Vasco da Gama, apesar da grande inclinação deste ao eterno título de vice-campeão, o que daria força ao nome do goleiro Barbosa.
Reinaldo, com toda polêmica que o cerca, é provavelmente o maior ídolo da história do Galo. Talvez Tostão, o do Cruzeiro e Falcão, o do Internacional.
O São Paulo possui dois grandes ídolos: o jogador Raí e o técnico Telê Santana. Símbolos do grande time bi-campeão do mundo no início da década de 1990. No Palmeiras, o nome mais citado é o de Ademir da Guia.
Agora vem a grande pergunta: quem são os maiores ídolos das histórias do Timão e do Pó-de-Arroz?
No caso do primeiro, pensei em Sócrates, Casagrande, Neto e até Biro Biro, mas escutei de corinthianos o nome de Luizinho, o Pequeno Polegar.
No caso do tricolor, Rivelino é o nome que sempre me vem a cabeça.