quarta-feira, 9 de março de 2011

O tanque chamado Barcelona

Olá, pessoal!

Como todo bom brasileiro, também sempre fui apaixonado pelo nobre esporte bretão. Em especial, quando praticado com maestria. Sou inclusive colecionador de camisas de clubes.


Ontem assisti ao jogo Barcelona e Arsenal pela Copa da UEFA o que me motivou a escrever esta postagem.

O Barcelona que sempre teve a "estranha mania" de montar grandes times, desta vez passou do limite.

Impressionante a forma que o Barcelona massacra, atropela o adversário. O time joga de forma compacta, seja pelas laterais com a passagem dos laterais Daniel Alves e Adriano, seja pelo meio com as incríveis trocas de passe entre Mascherano, Iniesta, Xavi e Messi, com os atacantes Pedro e Davi Villa abrindo os espaços no ataque.

Não sou especialista em esquema tático, mas é fácil ver que o Barcelona joga de forma diferente. Joga roubando a bola no campo de ataque, como se estivesse sempre perdendo o jogo. Joga valorizando os dois bens mais preciosos do futebol: o passe e a posse de bola.

Obviamente, não é apenas o esquema tático que faz do time catalão um dos maiores de todos os tempos. Craques como Villa, Messi, Iniesta e Xavi fazem a diferença. Também faz a diferença o lateral brasileiro Daniel Alves que parece ter três pulmões.

Enfim, recomendo aos amantes do futebol assistir ao que é provavelmente um dos cinco maiores times da História.

Para finalizar, deixo o link com o golaço do craque argentino Lionel Messi na vitória de 3x1 sobre o Arsenal.

Grande abraços a todos,

Filipe.

terça-feira, 8 de março de 2011

A comemorativa Sepultura Weissbier

Olá, pessoal!

Há algum tempo atrás, antes de criar o blog, experimentei a cerveja comemorativa de 25 anos da banda Sepultura.

Produzida pela cervejaria Fábrica do Chope, a Sepultura Weissbier é uma cerveja do tipo German Weizen de consistência média, de cor amarelada e bem opaca, com leve aroma de ervas e frutas. Não chega a ser uma maravilha como mereceria o maior expoente do heavy metal brasileiro, mas também não perde para outras cervejas de trigo comuns nas prateleiras dos supermercados. Vale a prova!

Segundo os produtores, foi criada para agradar ao paladar dos atuais quatro integrantes da banda: Andreas, Derrick, Paulo e Jean.

Seu teor alcoólico é de 4,4% ABV e recomenda-se servir em copo Weizen entre 0 e 4ºC ao som de Convicted In Life.

Grande abraços a todos e "don't, don't believe what you read".

Filipe.

sábado, 5 de março de 2011

"Pra Tudo Se Acabar na Quarta-Feira"

Olá, pessoal!


Apesar da movimentação de alguns blocos durante a semana, hoje realmente começa o Carnaval carioca. Quem lê o meu perfil, percebe que samba não está entre minhas paixões. Realmente não está. Mas como todo bom carioca, boêmio, farrista e cervejeiro, também tenho minha história com o Carnaval. Tenho inclusive uma escola de preferência, a Portela.

Quando moleque, meus pais me levavam fantasiado para curtir o Carnaval nas praças. Minha primeira lembrança me faz rir até hoje: meu pai completamente "mamado" cantando em cima do palco Pra Tudo Se Acabar na Quarta-Feira do Martinho da Vila, enquanto minha mãe não sabia onde enfiar a cara de vergonha.

Já adolescente, curti dois anos seguidos o carnaval baiano. Porto Seguro e Salvador, respectivamente.

Depois de alguns carnavais na Região dos Lagos, resolvi conhecer Ouro Preto. Foram dois anos seguidos na repúblicas Kome Keto e Covil dos Gênios. Todos os dois bem divertidos, com destaque para o segundo que fica no campus da Federal de Ouro Preto.


Em 2008, com as chuvas castigando boa parte do país, desisti de viajar e resolvi desfilar pela primeira vez. A escola escolhida foi o Império Serrano que na época disputaria o acesso ao grupo especial. Com o enredo em homenagem à Carmen Miranda, o Império Serrano foi o campeão e retornou ao grupo especial. Com a horrorosa fantasia "Broadway", estreei na Marquês de Sapucaí com o pé quente.

Avaliação dos blocos em 2010. Fonte: blog Ministério da Folia.
Foi no ano passado que realmente, após muitos anos, resolvi curtir o revitalizado carnaval de rua do Rio de Janeiro. Foram muitos os blocos, mas merecem destaque o Cordão do Boitatá, o Sassaricando, os Embaixadores da Folia e o tradicional Cacique de Ramos. Não tive disposição para encarar o tumultuado Cordão do Bola Preta.

Ao lado, a avaliação dos blocos em 2010 pelo blog Ministério da Folia dos meus amigos e foliões David, Marcelo, Alex, Odilon e Reinaldo.

Abaixo, algumas fotos do nosso Carnaval 2010.

Enfim, se a chuva e o Mestrado permitirem, tentarei curtir amanhã o Cordão do Boitatá.

Bom Carnaval, use sempre camisinha e se beber me chame.

Filipe.





Cordão do Boitatá. Foto retirada do blog Ministério da Folia.


Sassaricando. Foto retirada do blog Ministério da Folia.

Quizomba. Foto retirada do blog Ministério da Folia.
Embaixadores da Folia. Foto retirada do blog Ministério da Folia.



quarta-feira, 2 de março de 2011

"The Hottest Band In The World"

Olá, pessoal!

Comecei recentemente a ler o livro "KISS Por Trás da Máscara" dos escritores David Leaf e Ken Sharp, então resolvi escrever algo sobre a "banda mais quente do mundo". O objetivo dessa postagem não é falar sobre o livro - deixarei isso para quando terminar a leitura - nem falar exatamente sobre a discografia e história da banda, mas sobre como a conheci e de que forma ela fez e continua fazendo parte da minha vida.

Quem me conhece, seja pessoalmente ou virtualmente, sabe do meu amor pelo trio canadense Rush. Tenho porém, de tempos e tempos, paixão por outras bandas. E o KISS é uma delas.

Vale a observação que a primeira grande turnê mundial do Rush foi como banda de abertura do KISS.
Mas e o KISS? Como surgiu em minha vida? Bem, obviamente lembro do KISS desde sempre. Por que obviamente? Porque desde que me entendo por gente, tenho a imagem dos quatro mascarados em minha mente. Isso realmente sempre me causou grande fascínio.

Lembro que na turnê de 1983, com passagem pelo Brasil, as rádios tocavam exaustivamente o hit I Love It Loud. A música e a imagem da banda já me causavam grande impressão, mas eu era muito moleque para entender aquilo e também para ter assistido ao lendário show no Rio de Janeiro. Dou risadas hoje em dia quando lembro que um amigo de mesma idade, cujo irmão havia partido para o show, disse na época: "Filipe, os caras pintam a cara para se esconder da polícia".

O tempo passou e comecei a não apenas gostar mais de rock & roll, mas a conhecer rock & roll. Nos últimos anos da década de 1980, já era grande fã de Iron Maiden e já conhecia alguma coisa do Rush. Foi quando conheci um colega da vizinhança que me emprestou o álbum Alive II. Esse dia foi importante para mim. Ganhei um novo grande amigo e me apaixonei pela já mundialmente famosa banda de Nova York. Posteriormente, o mesmo amigo me apresentaria outros álbuns da banda, deixando comigo o fantástico Creatures Of The Night. Bicho, se por acaso algum dia ler esta postagem, peço desculpas mais uma vez por ter sumido com um dos preferidos de sua extensa coleção de vinil.

Deixo aqui registrado que um pouco antes de conhecer o Alive II, o clipe de Forever passava exaustivamente na televisão, mas apesar de curtir a música, não me chamava a atenção o fato daqueles rapazes de cabelos armados serem os mesmos marcarados da minha infância. 
Afirmo, porém, que apesar de ter curtido muito o KISS, ele apareceu em minha vida numa época em que eu a cada dia mais me interessava por rock progressivo. Meu grande interesse por coisas como Genesis, Yes, Rush e Jethro Tull não dava espaço a bandas mais cruas como o KISS. Coisa de adolescente.

Tirando o Rush, com o passar dos anos comecei a me afastar das bandas de rock progressivo. Não que tenha deixado de gostar, apenas enjoei um pouco. Foi nessa época que comecei a dar atenção a outras coisas. Entre elas, os quatro mascarados do rock pesado. Musicalmente, o KISS nunca foi uma sumidade. É, porém, a banda com o poder de me divertir mais do que qualquer outra. É a banda que volta e meia escuto enquanto me arrumo para curtir uma noitada. É o meu lado sexo, drogas e rock&roll.

Com a discografia quase completa, e já muitos anos de rock & roll, faltava apenas o que todo fã quer: assistir ao espetáculo. E a hora chegou em fevereiro de 2009. Embaixo de forte chuva, a praça da Apoteose deu abertura ao Carnaval do KISS com a turnê de 35 anos do lendário Alive! Fabuloso como sempre, o show foi o maior espetáculo pirotécnico com que me deparei na vida! Maravilhosamente divertido!

Como falei anteriormente, o KISS volta de tempos em tempos à minha vida. Sempre por algum motivo em especial. Em 2009 foi o show e agora a biografia. Além do legado musical, o KISS é provavelmente a banda que mais faturou com o uso de sua imagem. E eu, como todo grande fã, tenho bonecos, livro, chaveiro, palhetas, etc.

Enfim, esse é nada mais do que o relato de um fã. Como certamente muitos por aí teriam as suas para contar.


Grade beijo a todos, "oh, oh, 'cause anytime is kissin' time".

Filipe.

P.S.: Essa postagem foi escrita ao som da coletânia Double Platinum.

terça-feira, 1 de março de 2011

Parabéns, Cidade Maravilhosa!

Olá, pessoal!

Hoje, a cidade do Rio de Janeiro sopra 446 velinhas. Segunda maior metrópole do Brasil, o Rio de Janeiro, que já foi a capital do país, é a cidade brasileira mais conhecida no mundo.

Sou nascido e criado no Rio de Janeiro e, como todo bom carioca, já gritei GOL no Maracanã e já desfilei na Marquês de Sapucaí! Assumo, porém, que nunca fui um carioca apaixonado. Muito menos "bairrista". Por quê?

Bem, vamos começar pelas mazelas da cidade. Trânsito caótico, sistema de transporte público deficiente, violência provinda de traficantes e policiais, crescimento desordenado de favelas e comunidades carentes. Tudo isso transformou a outrora Cidade Maravilhosa em um lugar perigoso e difícil de se viver.

Mas diriam os mais apaixonados que essas são mazelas comuns às grandes metrópoles. Bem, posso dizer com convicção que Paris, Roma e Madri não são assim! Buenos Aires não é assim! Nem as problemáticas São Paulo, Londres, Cidade do México ou Nova York são assim!

Mas assumo que não é realmente isso que me entristesse no Rio de Janeiro. O pior defeito da cidade é o próprio carioca. Cada dia mais mal-educado e pedante, o carioca viaja pelo resto do país arrumando confusão, sujando lugares públicos, se achando mais irresistível e esperto que qualquer outro cidadão brasileiro. Orgulhoso tanto da quantidade de "xizes" quanto das trocas dos e's pelos i's. "Ixxxxqueci o ixxxxqueiro na ixxxxxxcada da ixxxxxxcola".

Triste também ver cada dia mais que o carioca trocou a essência pela aparência. A noite carioca virou um grande BBB, com os trouxas sem camisa rebolando e agarrando mulheres à força e as trouxas cantando de olhos fechados com seu cigarro apontando para os céus! Patético!

Engraçado também é o modismo do sambista de raiz que se alastrou pela cidade. Bairros como Lapa e Santa Teresa carregam todo tipo de figura fantasiado de bamba. Engraçado!

Mas vamos lá, nem tudo é problema por aqui! Outro dia li um artigo escrito por um paulistano sobre o grande bem precioso do carioca: o tempo. Enquanto o paulistano pensa em dinheiro, correria e trabalho, o carioca pensa no tempo. Tempo para o fim de tarde na praia. Tempo para o futebol e cerveja com os amigos. Tempo para a paquera. Tempo para viver.

Outra coisa interessante que o artigo citou é o orgulho do "estrangeiro carioca". Em São Paulo, o nordestino continua nordestino! O mineiro continua mineiro! O sulista continua sulista! No Rio de Janeiro, nordestinos, mineiros, sulistas e outros "gringos" adotam a cidade como sua!

Desabafo e devaneio a parte, o Rio de Janeiro continua lindo! E promete se tornar um grande exemplo após  os Jogos Olimpícos e a Copa do Mundo! Assim esperamos!

Enfim, com todas as suas virtudes e defeitos, deixo meus votos de felicidade à minha cidade natal! Parabéns, Rio de Janeiro! Que você continue sendo sempre a Cidade Maravilhosa!

Grande abraço a todos os cariocas educados espalhados por esse mundo,

Filipe.


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Dica de Livro: ROMA de Steven Saylor

Olá, pessoal!

Após alguns dias sem escrever por falta de tempo, volto aqui com a dica de um livro excelente que acabei de ler. Lançado em 2008, Roma do escritor americano Steven Saylor já está na lista de meus preferidos.

De certa forma poderei parecer suspeito em escrever, seja pelo meu fascínio pela história de Roma, seja por ter sido Roma, a cidade que mais me impressionou de todas as que visitei na vida.

De qualquer forma, vamos ao que interessa: o livro. Este se divide em onze capítulos, todos eles protagonizados por membros de duas famílias patrícias, os Potício e os Pinário, que presenciaram a história de Roma entre os dez séculos que antecedem o nascimento de Cristo.

Escrito de forma fascinante, o livro mistura fatos históricos, descobertas arqueológicos recentes e mitos e lendas da história romana. Fruto de enorme pesquisa bibliográfica do autor, Roma evoca a literatura épica do historiador Tito Lívio, contemporânio do imperador Augusto César.

O livro começa no ano 1000 a.C. com a estória de mercadores de sal. É nesse capítulo que aparece a primeira vez o Fascinun, um amuleto feito de ouro entregue à Lara, filha do líder de um clã de mercadores de sal. Esse amuleto seria uma futura herança de família que passaria por futuros descendentes de Lara, os Potício. O Fascinun conforme alguns relatos e estudos, pode ter sido a primeira divindade adorada pelos romanos.

Os capítulos que se seguem, contam as histórias de grandes nomes e mitos de Roma:
  • O surgimento do semideus Hércules;
  • A fundação de Roma pelos gêmeos órfãos Rômulo e Remo;
  • A lenda do rei Coriolano, o político mais odiado de Roma, cuja a tragédia foi recriada por William Shakespeare;
  • A criação da Lei das Doze Tábuas. Lei essa que significa ainda hoje o início da primazia do direito escrito nos sistemas judiciais ocidentais;
  • A invasão de Roma pelos bárbaros gauleses;
  • A construção das primeiras vias pavimentadas e dos aquedutos por Ápio Claudio Cego;
  • A conquista de Cartago;
  • As guerras púnicas e a vitória de Cipião Africano sobre Aníbal;
  • A República dos lendários reformistas Tibério e Caio Graco;
  • A queda da República e o início dos Impérios de Júlio e Augusto César.

Cheio de extraordinários detalhes sobre a época, impressiona pela forma convincente de que Saylor conduz todos os fatos e mitos, sempre em paralelo com as sagas das duas famílias patrícias.

Na contracapa do livro, uma pequena resenha do USA Today nos dá a tônica da obra: "O que Saylor produziu não é somente a história de Roma, mas a história da História - da forma como o mito enterra o fato e da maneira como as sociedades se prendem a tradições mesmo quando seus significados já foram esquecidos. Cativante".

Por fim, recomendo fortemente este que é certamente um dos melhores livros escritos nos últimos cinco anos.

Veni, vidi, vici,

Filipe.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Schiehallion: a deliciosa escocesa!

Olá, pessoal!

No sábado passado experimentei ao acaso a deliciosa Schiehallion, da cervejaria escocesa Harviestoun. Foi ao acaso mesmo, pois simplesmente olhei para a enorme carta de cervejas do Bar Asterix, na Joaquim Eugênio de Lima, e apontei a dita cuja!

Ao primeiro gole, percebi que havia pedido algo especial. Não me enganei, ela realmente é especial! Foi eleita em 2008 pela revista Beers Of The World como a melhor Pilsen do mundo.

Elaborada com lúpulo Hersbrücker Lager, possui notas de grapefruit, sendo levemente adocicada.

O nome da cerveja foi retirado da famosa montanha escocesa geralmente recoberta por brumas pela manhã.

Produzida a partir de malte de trigo e cevada, possui teor etílico de 4,8% ABV e deve ser servida em copo Pilsner entre 0 e 4ºC.

Grande abraço e se beber me chame!

Filipe.