domingo, 1 de julho de 2012

"Heavy Metal: A História Completa" de Ian Christie



Olá, pessoal!


Acabei de ler um dos livros mais interessantes sobre a história do mais maldito dos gêneros musicais, Heavy Metal: A História Completa do jornalista e músico Ian Chirste.


O livro, com o sugestivo título original Sound of the Beast - The complete headbanging history of Heavy Metal, é provavelmente o relato mais completo sobre o assunto que li na vida, desde o momento seminal do estilo com o lançamento do álbum homônimo do Black Sabbath até o ano de 2003, quando o livro foi lançado.


Passa pela criação e fortificação do movimento The New Wave of British Heavy Metal, NWOBH, quando bandas como Judas Priest e Iron Maiden pegaram o som do Black Sabbath, aceleraram, injetaram mais energia e adicionaram complexidade com o dobrada de guitarras.


Prossegue pela invasão do movimento europeu aos Estados Unidos, onde se fortificou com nomes como Van Halen, Kiss, Anthrax, Megadeth, Slayer e Metallica, esta última sendo justamente citada em excesso durante todo o livro. A história do heavy metal se confunde com a história da maior e mais importante banda do gênero, seja no aspecto musical, com a solidificação do thrash metal, seja no comercial, com os milhões de discos vendidos e os vários prêmios recebidos.


Está presente no livro o choque do movimento black metal, desde seu início teatral com Venom, Mercyful Fate e Hellhammer no início da década de 1980 até a incorporação de sons góticos e fundamentalismo anticristão na Noruega, culminando em assassinatos e famosos incêndios  de igrejas históricas norueguesas no início da década de 1990.


A descrição dos exageradamente opostos glam metal e death metal mostra que heavy metal não é "uma coisa só" como muitos leigos imaginam. Na verdade, o livro apresenta bem a divisão cultural e as rixas formadas dentro de cada um dos inúmeros subgêneros.


As misturas de estilos do heavy metal com o punk hardcore, o funk, o rap e a música eletrônica também são narradas e exemplificadas com bastante cuidado.


A análise dos fatos e do horror causado na direita republicana e nos fundamentalistas religiosos de EUA e Oriente Médio, destampando na terrível caça às bruxas de cabelos compridos, cintos de bala e camisetas pretas, é uma das partes mais importantes do livro. Deveria ser lido por qualquer pessoa, seja ela amante ou não de música pesada.


O texto contém ótimas tiradas, além de diversas listas exemplificando cada um dos subgêneros descritos, traçando paralelos com a situação política e social do mundo e sua influência na música que mais cantou as mazelas da humanidade.


De positivo, além dos detalhes e suas análises sobre os fatos, é incrível a facilidade de Ian Christe em descrever os sons e ritmos com palavras, utilizando-se de comparações e sarcasmo.


De negativo, o fato do texto dar muita atenção ao punk e pouca atenção a bandas indispensáveis como Helloween e Dream Theater e seus seguidores nos movimentos Power Metal e Prog Metal. Além disso, o livro carrega um número enorme de informações o que pode ser tornar sacal para os laicos.


De qualquer forma, indico para todos amantes de boa leitura e, principalmente, de música pesada.


Grande abraço "para os desajustados e os esperançosos",


Filipe.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

RUSH CLOCKWORK ANGELS primeiras impressões

Olá, pessoal!

Pois é, mais uma vez a indústria fonográfica levou uma rasteira e, assim como tantos outros, o aguardado Rush Clockwork Angels vazou na internet a poucos dias de seu lançamento.


E é claro que este fanático pelo power-trio canadense, assim como em 2007 com Snakes & Arrows, não aguentou esperar o lançamento do álbum.

E assim como em 2007, estranhei o som à primeira audição. 

Lembro bem que o pessoal do fã-clube estava muito empolgado com as canções de S&A e eu, no fundo, sentindo uma ponta de decepção com minha banda do coração. Algumas muitas vezes depois, ouvindo com atenção e deixando a música penetrar na alma, Snakes & Arrows se tornou um de meus álbuns favoritos. Simplesmente amo!

Imagino que será assim com Clockwork Angels. Ainda não o compreendi bem, mas tenho certeza que ele ainda terá muito a me oferecer. De qualquer forma, empolgado de cara.

Vamos então, como escrevi no título do texto, às minhas primeiras impressões:

O álbum abre com Caravan, canção que já havia sido lançada previamente, e que faz parte do já lançado Time Machine 2011 Live in Cleveland. Música forte com refrão interessante. Boa canção de abertura.

Segue com BU2B, que assim como a anterior, faz parte de Time Machine 2011 Live in Cleveland. Mais direta que a anterior, não chega a ser uma grande canção, mas também não chega a ser uma canção chata. Chama a atenção a forma pesada como as linhas de guitarra se apresentam.

Clockwork Angels, a faixa-título, vem em seguimento. Com a cozinha absolutamente torta e pesada e a melodia quase toda em tons altos, como nos bons tempos de progressivo, foi o motivo por eu ter me empolgado de cara com o disco. O monstro Neil Peart descendo o braço e virando tudo. Merece atenção redobrada.

O disco prossegue com The Anarchist. Novamente com Peart tocando pesado e com um ótimo riff de Lifeson, parece uma dessas canções hard rock que você ouviu não sabe onde. Chama a atenção a forma que Lee continua cantando. Geddy é realmente o excelente vinho que todos comentam.

O disco continua na linha hard rock com outro bom riff em Carnies. As linhas instrumentais são menos complexas e as melodias mais simples, lembrando alguns momentos do álbum Vapor Trails de 2002. A sonoridade de Clockwork Angels, aliás, lembra muito a de Vapor Trails.

Com um violão de doze cordas Lifeson dá a introdução à bela Halo Effect. Uma balada direta, forte e pesada. Tão pesada que pensei duas vezes antes de a classificar como balada.

Esperava de Seven Cities of Gold, tanto pelo nome quanto pela introdução, uma daquelas magistrais obras de rock progressivo. Se minha expectativa se frustrou, já que a canção caminha por outros rumos, posso dizer porém que é uma boa canção. Não chega a ser empolgante, mas é correta, como quase tudo que o Rush faz. Bom riff.


The Wreckers segue a trilha das canções mais simples de Snakes & Arrows, como The Larger Bowl ou Bravest Face. Instrumental menos complexo, melodia com pé no folk e refrão grudento. Tem cara de hit.

Headlong Flight, assim como as duas faixas de abertura, foi lançada previamente na internet. Não sei dizer se é a melhor canção do disco, mas é de cara a mais revigorante. Um deleite ver os três senhores tocando, e muito, com a energia de garotos! Aliás, percebe-se como nunca a influência dos novos talentos do heavy metal e hard rock na musicalidade dos dinossauros canadenses.

A bela, curta e orquestrada BU2B2 faz a ponte para Wish Them Well, outra que lembra também algo de S&A, porém desta vez as mais animadas com cara de hit como Good News First e We Hold On.

O encerramento fica por conta da belíssima The Garden. Violão, orquestração com sintetizadores, melodia sóbria e vocal inspirado fazem de The Garden uma daquelas baladas para fechar álbum com sabor de quero mais.

Enfim, essas foram apenas minhas primeiras impressões. Sei que ainda vou falar muito desta obra com lançamento previsto para 12 de junho. Ótima dica de presente para os namorados de bom gosto!

Grande abraço a todos e "In a world where I fell so small, I can't stop thinking big",

Filipe.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

A boa estréia de Ibson

Olá, pessoal!

No último sábado, 26/5/2012, o Flamengo fez no Engenhão seu primeiro jogo diante de sua torcida no Brasileirão 2012.

O jogo marcou a volta do meia Ibson ao meio-campo do Rubro-Negro.


E de forma geral, tirando dois gols perdidos, sendo um de cara com o goleiro do Internacional, Ibson estreou muito bem. Ao lado do jovem Luis Antônio, deu padrão tático e técnico ao meio campo e liberou os avanços de Ronaldinho Gaúcho.

Por falar em R10, o craque não vem jogando bem, concordo com a maioria, mas discordo das vaias ao atacante. Ele tem se esforçado, tentado acertar, mas realmente vem em má fase. Porém, craque é craque. E as vaias não ajudam em nada na sua recuperação.

No final, o empate de 3x3, após uma boa vantagem de 3x1 no placar, nos deixou com gosto de derrota, mas senti que não vencemos, pois faltou algum entrosamento ao time, juntamente com alguma falta de sorte e, principalmente por termos uma zaga muito insegura. Joel terá algum trabalho para acertar nosso sistema defensivo.

Imagino que daqui a umas três rodadas, o Flamengo engrenará no Brasileirão, pois os laterais têm se apresentado bem, o meio de campo começou a mostrar um padrão de jogo ofensivo e o ataque conta com dois craques dos quilates de Ronaldinho Gaúcho e Vágner Love. Esse último já merecendo a amarelinha há bastante tempo.

Nos falta banco, mas não dá para querer tudo em tão pouco tempo!

Grande abraço a todos e RUMO AO HEPTA, MENGO!

Filipe.

terça-feira, 24 de abril de 2012

ANTHRAX e MISFITS - Rio de Janeiro - 22/4/2012

Olá, pessoal!

Após o fracasso chamado Metal Open Air*, finalmente consegui assistir ao meu primeiro show do Anthrax.

Ainda cansado da viagem do Maranhão pro Rio de Janeiro, cheguei à Fundição Progresso por volta de 19h e entrei por volta de 20h20min quando a banda Anesthesia**, cover do Metallica, encerrava o show de abertura.
Pouco depois, a banda de punk rock Misfits entraria com seu visual horror show e faria o público cantar e pular durante boa parte do repertório. Repertório esse de 23 músicas, com destaque para Scream!, American Psycho, Halloween e Die, Die My Darling.


Bom show para esquentar o público para a grande atração da noite: o big 4*** Anthrax.

Com Earth On Hell, canção de abertura do disco que dá nome à turnê - Worship Music -, a banda de Thrash Metal fundada em Nova Iorque já daria seu recado de cara: energia e força aliados a boa técnica e melodia.

O show prossegue com a ótima Fight' Em Till You Can't, primeiro single de Worship Music.

Os clássicos Caught in a Mosh e Anti-Social - cover do Trust - dão prosseguimento à forte apresentação da banda.

The Devil You Know, mais uma boa canção do novo álbum, foi bem recebida pelos cariocas.

Indians, canção da obra-prima Among The Living, foi outro grande momento, sendo responsável pela abertura de várias "rodinhas" após o violento grito de WARDANCE!

Antes da sucessão de clássicos, o Anthrax veio com mais uma boa música do último trabalho: In The End. Interessante ver como todas as novas canções foram bem recebidas e cantadas, provando a fidelidade do público roqueiro da Cidade Maravilhosa.

A sequência Got The Time - cover de Joe Jackson - , Deathrider, Medusa, Among The Living e Be All, End All fechariam primorosamente o setlist principal.

A banda retornaria em seguida para o primeiro bis: Madhouse e Metal Thrashing Mad levantavam mais ainda o já ensandecido público!

E quando, após o fiasco M.O.A., já achava que o Anthrax havia salvo meu final de semana, a banda ainda retornaria para mais um bis com I'm The Man, Refuse/Resist - cover do Sepultura - e a grande I Am The Law.

Com o público querendo ainda muito mais, a banda agradece, lança as palhetas e se despede do público carioca por volta de meia-noite. 

Um espetáculo direto, forte, competente e arrasador que me fez valer cada centavo de meu retorno antecipado do Maranhão para o Rio de Janeiro.

Grande abraço a todos e "Follow me or die",

Filipe.


domingo, 22 de abril de 2012

Metal Open Air: o maior fiasco da Terra

Senhoras e senhores,

Com vocês o maior fiasco da Terra: o Metal Open Air.

Bem, é isso aí! Também conhecido pela sigla de M.O.A., o Metal Open Air vinha, desde o segundo semestre de 2011, prometendo ser o maior festival de heavy metal do Brasil. E não era para menos, a pré-lista contava com nomes como Anthrax, Venom, Motörhead, entre muitas outras.


Colocando fé e apostando várias fichas no festival, comprei, logo no primeiro lote, meu ingresso para os três dias juntamente com o passaporte que dá direito ao camping.

Os anúncios se seguiram e, a cada dia, novas bandas se juntavam ao Line Up, incluindo Anthrax, Megadeth, Saxon e o supergrupo Rock 'N' Roll All Stars formado por estrelas do naipe de Gene Simmons (Kiss), Glenn Hugues (Black Sabbath, Deep Purple), Sebastian Bach (Skid Row), Matt Sorum (Guns 'N' Roses) e muitos outros.

A divulgação aumentava a cada dia, chegando ao ponto de anunciar o ator Charlie Sheen como mestre de cerimônias do Rock 'N' Roll All Stars.

Na quinta-feira, 19/4/2012, por volta de 19h30min, embarquei, juntamente com a namorada, no Aeroporto Internacional do Galeão no Rio de Janeiro em direção à São Luís do Maranhão.

Após voo tranquilo com uma enorme parada em guarulhos, a chegada ao camping no Parque Independência, local do evento, foi logo estranha à primeira vista. O camping não possuía sombra, informações e, o pior, água. Banheiro? Só químico! De qualquer forma, embaixo de chuva, separei meu material de campista e montei minha barraca.

Minha primeira tentativa de ir ao banheiro foi desastrosa. Banheiro imundos já às 8h da manhã. Imaginem o que viria por aí!

Embaixo de forte sol, entramos em uma fila enorme e lenta para trocar nossos e-tickets por pulseiras que dão os acessos aos shows e ao camping.

Após mais de duas horas na fila, retornamos ao camping já com a informação da primeira grande desistência: a clássica banda inglesa de black metal Venom, escolhido como headliner do terceiro e último dia do M.O.A.

Com o camping em estado precário e a notícia de outras bandas cancelando, entre elas o Saxon, consegui de última hora reserva em um hotel na cidade. Após ceder umas três entrevistas, consegui com um casal de jornalistas de O Imparcial, carona para o hotel.

Após chegar ao hotel, tomar um banho descente, almoçar e descansar, tentamos pegar o prometido ônibus do festival.  Como o tal ônibus nunca apareceu pra gente, rachamos o táxi com duas pessoas que conhecemos por lá e partimos pro Parque Independência.

Assistimos aos shows do Exodus, Symphony X e Megadeth. Este último, frio e burocrático, com apenas oito músicas. O líder Dave Mustaine se pronunciou após o show, via Twitter, que o Megadeth só tocou em respeito aos fãs.

E foi esse respeito aos fãs que ganhou proporção no Twitter. Músicos do nível de Ricardo Confessori, Edu Falaschi, Felipe Andreoli e Scott Ian discutiam qual seria a postura correta: tocar ou não tocar.

Além da péssima infra-estrutura para hospedagem e alimentação, o Parque Independência deixava também muito a desejar no quesito transportes. Táxis eram disputados a tapas, ônibus não circulavam, vans muito menos. Sendo assim, após sair por volta de 3h do show, só consegui um táxi por volta de 4h30min da madrugada.

Na manhã de sábado, 20 de abril, recebemos a pior das notícias: Anthrax, a banda que me fez viajar ao Maranhão, cancelou sua apresentação alegando problemas no som da bateria e má organização do festival.

Nessa "brincadeira", corri para o aeroporto e consegui, sob altíssimo custo, trocar nossas passagens e voltar para o Rio de Janeiro, onde logo mais assistiremos ao show do grupo.

Enfim, M.O.A. nunca mais!

Grande abraço a todos e que venha o Anthrax!

Filipe.

sábado, 14 de abril de 2012

DVD IRON MAIDEN ✪ EN VIVO! ✪

Olá, pessoal!

Ontem comprei o recém-lançado EN VIVO! da banda inglesa de heavy metal Iron Maiden.

O DVD duplo trás a apresentação da banda em 10 de abril de 2011 em Santiago do Chile pela The Final Frontier World Tour.


Sobre o show, a banda e as músicas, não vou me prolongar, pois já escrevi há alguns meses atrás, quando a turnê passou pelo Rio de Janeiro.*

O setlist em Santiago foi exatamente o mesmo apresentado aos cariocas. A execução, perfeita como de costume.

O público de mais de 50 mil pessoas, encheu e mexeu com o tradicional Estadio Nacional de Santiago.

Vale ressaltar a enorme qualidade do áudio gravado nas versões 2.0 Stereo PCM, 5.1 DTS Surround Sound e 5.1 Dolby Digital Surround Sound, e o fantástico jogo de 22 câmeras em HD, capturando diversos detalhes da banda e do público. Muito bonitas as imagens apresentadas em janelas simultâneas.

Detalhe para as imagens dos pés descalços de Nicko McBrain atacando o bumbo e provando para muita gente que o baterista da Donzela faz com pedal simples o que muito baterista por aí não faz com pedal duplo. 

O DVD 2 trás o documentário Iron Maiden: Behind The Beast, com depoimentos da banda e de toda a equipe, sobre o avião próprio - Ed Force One- pilotado pelo vocalista Bruce Dickinson, logística, cenários, aquisição de vistos, escolha do setilst, ensaios, conceito, as cidades visitadas na turnê, entre outras coisas.


Interessante ver o trabalho da equipe em locais cuja infra-estrutura é arcaica e precária, como em Jacarta na Indonésia, além do problema enfrentado pela banda com os terremotos e tsunamis ocorridos em Tóquio.

Enfim, uma emocionante lição de profissionalismo e paixão que deveria ser assistido por qualquer profissional de logística.

Além do documentário, o DVD 2 trás ainda o clipe de Satellite 15... The Final Frontier, seu making of e o video de introdução dos shows da The Final Frontier World Tour.

Vale lembrar que o EN VIVO! também saiu no formato de CD duplo.

Grande abraço a todos e "gotta to tell you a history",

Filipe.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Roger Waters The Wall - Rio de Janeiro

Olá, pessoal!

Na quinta-feira da semana anterior, 29/3/2012, o Rio de Janeiro recebeu mais uma vez o gênio e fundador do Pink Floyd, Roger Waters.

Desta vez, o músico inglês trouxe à Cidade Maravilhosa, sua turnê The Wall, reproduzindo e encenando o homônimo e clássico disco do Pink Floyd de 1979.


Como anunciado, o show foi um teatro musical de qualidade ímpar. Efeitos especiais, bonecos gigantes, pirotecnia e projeções fantásticas, tudo muito bem ensaiado, fez de The Wall um dos maiores espetáculos que presenciei na vida.

A abertura com In The Flash? já dá o tom do que seria o show. O final da canção com o avião cruzando o estádio do Engenhão e derrubando parte do gigantesco muro montado é de arrepiar e levantar o público mais morto.

O hit Another Brick In The Wall Part 2 fez o estádio cantar em uníssono! E o boneco gigante do professor "carrasco" dá um show a parte! Principalmente para os fãs da banda e os que assistiram ao filme Pink Floyd: The Wall de 1982, do diretor Alan Parker.

Outro grande momento foi com Mother. Enquanto Waters cantava a linda melodia acompanhado de um violão, o telão mostrava sua performance na turnê original de 1980. Impressionante a sincronia de movimentos!

Young Lust, Hey You!, Comfortable Numb, In The Flash e Run Like Show outras fortemente conhecidas e com apelo radiofônico também mexeram com o grande público.

Mas foram as clássicas cenas dos martelos marchando e do julgamento na trinca Waiting For The Worms / Stop / The Trial que mais arrepiaram os pelos do braço deste apaixonado fã e blogueiro.


Assumo que esperava mais da derrubada do muro ao final, mas de qualquer forma, muito interessante o trabalho de toda a equipe na construção e destruição do mesmo.


Chamaram atenção também a audácia de Waters em atacar algumas grandes marcas do Capitalismo como a Coca-Cola e a Mercedes nas diversas imagens projetadas, e as escritas em português de "Porcos Fardados" no grande balão javali que sobrevoava o estádio.






Enfim, um espetáculo grandioso, musical e visualmente.

Grande abraço a todos e "is there anybody out there?".

Filipe.