domingo, 10 de julho de 2011

O singular Bar Bukowski

Olá, pessoal!

Resolvi escrever agora sobre o que já não é novidade para grande parte dos agitados frequentadores da noite carioca, o Bar Bukowski.


Apesar de já ter mudado de endereço algumas vezes, o Bukowski se estabelece hoje em uma enorme casa na Rua Álvaro Ramos, 270, em Botafogo. O local é uma área residencial e possui espaço para os motoristas que chegarem mais cedo conseguirem estacionar seus veículos.

Aliás, cheguem mesmo cedo, pois a fila para entrar no Bukowski é realmente grande.

A casa possui dois andares e diversos ambientes, incluindo a pista de dança, uma sala de jogos com sinuca e Wii, uma sala para fumar um bom narguilé e o bar interno com drinks e cerveja.

No terreno ao fundo da casa se encontra o outro bar que além das bebidas, possui diversas opções no cardápio para se comer. Com diversas mesas e a céu aberto, é o ambiente perfeito para os baladeiros menos frenéticos.

Internamente, a casa é bonita e bem decorada, incluindo quadros eróticos do escritor Charles Bukowski, the dirty old man.

A frequência do lugar é na maioria coberto por pessoas descoladas e bonitas na faixa entre os 25 e 35 anos. Certamente com suas salvaguardas, como em qualquer outro lugar.

Além, dos aprazíveis ambientes, das bem alinhadas pessoas e do satisfatório cardápio, é a música que torna o Bar Bukowski singular. Recheado de novos e velhos clássicos do rock e do pop, tem o bom senso de não tocar bizarrices no estilo Ploc 80's, nem modernidades demais no estilo Casa da Matriz ou Cinematéque. Música para adultos de bom gosto e com alguma dose de vergonha na cara.

Para mais informações, recomendo uma passada pelo bem montado Site e pelo Facebook atualizado sempre durante as festas com engraçados casos ocorridos em tempo real. No Facebook também existe a opção de assinar a lista amiga para desconto na entrada.

Enfim, entrem, confiram e me paguem uma cerveja caso me encontrem por lá.

Grande abraço a todos e "Sinta mais. Pense menos",

Filipe.

sábado, 2 de julho de 2011

A nova caça às bruxas

Olá, pessoal

Li recentemente uma matéria afirmando que "as religiões estão tão fortes hoje em dia quanto na Idade Média". Ao ler o artigo, o primeiro pensamento que me veio foi "faz sentido, vivemos em uma época em que as pessoas são tão cegas e pouco esclarecidas quanto na Idade Média". Vivemos numa nova era de escuridão.
Meu segundo pensamento foi "por que com tanta tecnologia, ciência e facilidade de informação presenciamos hoje uma nova era de trevas?". A resposta que primeiro me veio à cabeça foi a "guerra dos extremos". Como no título da própria matéria "Nem tanto a Deus, nem tanto ao Diabo".

É exatamente isso, assim como violência física gera violência física, a violência moral gera violência moral. A velha e sempre atual ação e reação.

Quanto mais liberal o mundo ficou, mais os grupos da moral e dos bons costumes se apresentaram. Quanto mais a ciência e a filosofia tentou provar que Deus não existia, mais os fundamentalistas religiosos abraçaram a nova cruzada. A nova caça às bruxas. E quem são as novas bruxas? A ciência, os ateus, os filósofos, a arte pagã e a Internet. Seria Stephen Hawking o novo Giordano Bruno?

Criaram uma guerra para defender o que nem certeza possuem. Deus existe? Você tem certeza a ponto de me provar? Ou apenas quer acreditar que sim? Você acredita ou precisa de Deus?


Recentemente aconteceu uma grande manifestação virtual de partidários do Criacionismo. Pois é, transformaram Darwin no novo diabo! Alguns comentários inclusive agressivos e preconceituosos sobre nossa suposta descendência dos macacos.

Alguns dizem que o paganismo e o ateísmo, assim como o Estado laico, são uma ameaça ao mundo, mas o que mais temos visto são barbaridades ligadas a grupos de extremismo religioso. Quem é mesmo a ameaça?
Como escreveu Friedrich de Schiller: “Contra a estupidez humana, os próprios deuses lutam em vão".

Enfim, continuo torcendo para que a ciência siga sua missão e que os religiosos convivam em paz.

Grande abraço a todos e "Killing for religion, something I don't understand". 

Filipe.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Blogger for Android

Olá, pessoal!

Resolvi escrever este texto para indicar aos blogueiros e usuários de smartphones com sistema Android que baixem gratuitamente o app oficial do Blogger. Ainda não conheço muito dele, mas pelo visto, possui diversos recursos como publicação de textos, fotos e links.

Conforme for conhecendo vou atualizando esta publicação.

Grande abraço,

Filipe.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

O que é futilidade para você?

Olá, pessoal!

"Detesto gente fútil!". Quem nunca ouviu ou pronunciou essa frase que atire a primeira pedra! Sempre alvo de críticas, o fútil se apresenta de diversas formas. A grande questão é definir o que é futilidade.


Em geral, a palavra fútil adquire a conotação de vazio, banal, volúvel ou mesmo insignificante. Conversando com algumas pessoas sobre o assunto, fica-me a percepção de que em geral o fútil é simplesmente aquele apaixonado pelas coisas materiais. A tal velha e insistente guerra TER versus SER.

Obviamente que quem trabalha e paga suas próprias contas tem todo o direito de fazer o que quer com seu dinheiro, mas esse impulso do sempre querer mais é realmente uma questão a pontuar. Mas seria apenas isso? O fútil seria apenas o sujeito apegado ao valores materiais?

Vejo a coisa de outra forma. Ou também sobre outros aspectos.

Esse culto desmedido ao corpo não seria uma forma de futilidade? Dar mais valor aos músculos do braço e das nádegas do que aos neurônios em atividade não seria uma espécie de frivolidade?

E a tendência de alguns em achar que a vida é unicamente uma grande festa! Curtir é bom e saudável, mas a vida não é feita simplesmente de sexo, drogas e rock & roll!

Aliás, jogando um pouco de polêmica no assunto, hoje em dia rock & roll não costuma ser bem o tipo de diversão dos indivíduos considerados fúteis. Os enlatados de péssima qualidade como pagode, axé e funk são os preferidos dessa moçada. Quanto mais imbecil, pior o gosto! E a relação antes linear parece ser hoje exponencial! Assustador como o mau gosto tomou conta de forma rápida!

Esse mau gosto inclusive se extendeu para a televisão. Essa que nunca foi um primor de qualidade intelectual, agora simplesmente destila burrice e banalidade a torto e a direito. O que são os programas de Ana Maria Braga e Faustão? Sabe o que é pior? Você paga uma nota de televisão por assinatura para no fim curtir mesmo é a Dança do Famosos e o Big Brother Brasil!

E os livros? Foram esquecidos? Outro dia ouvi de uma pessoa que gostaria de ter a mesma força de vontade que eu tenho para ler. Força de vontade? As pessoas se tornaram tão banais a ponto de acreditar que leitura é um sacrifício para pessoas como eu?


Alguns fúteis até conseguem ler alguma coisa, mas nada diferente de livro de auto-ajuda ou revista de fofoca. Eles sem encantam com tanta motivação para viver! Patético Emocionante!


Por fim, a banalização do EU TE AMO. O sentimento mais nobre e elevado do homem se tornou um jogo bobo de palavras. Qualquer pessoa por qualquer motivo consegue declarar amor a qualquer coisa, como se o amor fosse um sentimento tão volátil quanto à raiva! Seria o fim da valorização lícita do indivíduo e do sentimento?



Enfim, o que é futilidade para você?

Grande abraço a todos,

Filipe.

domingo, 12 de junho de 2011

Histórias que Nossas Babás Não Contavam

Olá, pessoal!

De alguns anos para cá, principalmente após o grande sucesso de Cidade de Deus, o cinema nacional ganhou destaque e respeito por parte de cinéfilos, críticos e do grande público em geral.

Porém, todos sabemos que nem sempre foi assim. Cinema nacional não passava de sinônimo de libertinagem e pouca-vergonha. Alguns dizem que isso foi culpa da ditadura (sem trocadilhos, por favor) que preferia ver o povo feliz e vazio em contraposição ao questionador e com conteúdo. Glauber Rocha e Henfil que o digam.

Dessa forma, nas décadas de 1960, 1970 e 1980, a pornochanchada dominou a produção cinematográfica no Brasil. A maioria de produção barata.

Mas nem tudo era porcaria, entre essas produções, destaca-se Histórias que Nossas Babás Não Contavam, de 1979. O filme é uma paródia da estória da Branca de Neve, dirigido por Oswaldo de Oliveira e estrelado por Adele Fátima, Costinha, Meiry Vieira, Renato Pedrosa, entre outras figuras fáceis da nossa pornochanchada.

Destaques para o espelho mágico gay vivido por Renato Pedrosa e pela Rainha ninfomaníaca vivida pela quente Meiry Vieira.

Costinha, na pele do caçador, tem papel secundário, porém é sempre muito engraçado ver as caretas do saudoso comediante em cena.


Mas é Adele Fátima, no papel de Clara das Neves, que faz o filme valer a pena. Curvilínia, voluptosa e fogosa como poucas, a personagem marca presença. O diretor usa e abusa do lado selvagem, desavergonhado e malicioso da atriz. Além, é claro, dos inúmeros close ups em seus generosos seios, nádegas e coxas.



 As quentes cenas com os seis anões (isso mesmo, seis, pois um deles joga do outro lado) ficaram marcadas no imaginário popular. É a arte de ser mais apimentado que muita pornografia explícita.

Enfim, diversão garantida. Em todos os sentidos.


Grande abraço a todos,

Filipe.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O Fenômeno Nazário

Olá, pessoal!
Ontem à noite, após meses afastado dos gramados, o craque Ronaldo se despediu da Seleção Brasileira e definitivamente do futebol profissional. Ronaldo, que recebeu o justo apelido de Fenômeno, talvez seja o último grande herói brasileiro a se despedir do futebol. Acompanhei a carreira de vários bons jogadores e de alguns grandes craques, mas tive apenas três heróis no futebol: Zico, Romário e Ronaldo.

O menino Ronaldo Nazário, na época Ronaldinho, começou sua infância em Bento Ribeiro e deu seus primeiros passos como jogador no time de futebol de salão mirim do Valqueire Tênis Clube. Alguns amigos meus que na época faziam parte do time chegaram a jogar com ele. E eu que frequentava o clube nesta época, certamente devo tê-lo conhecido, mas só recordo realmente de meus amigos de infância.


Logo após, o menino se tranferiu para o Social de Ramos, onde jogou contra meu amigo Fábio Trovão, que na época jogava no Bangu. Fiquei sabendo disso ontem pelo próprio Trovão.

Mas é o famoso e pitoresco gol contra o Bahia de Rodolfo Rodriguez, minha primeira lembrança do jovem Ronaldinho, na época no Cruzeiro. O gol que nunca mais me saiu da cabeça.

O tempo passou e Ronaldinho que depois viria a se tornar Ronaldo Fenômeno, passou por diversas provações, entre elas duas graves contusões no joelho, teve altos e baixos, mas conseguiu se marcar como um dos maiores craques de todos os tempos. E o maior artilheiro das Copas do Mundo. Fenômeno.

Fez gols incríveis e jogadas geniais. Ganhou corpo e velocidade e, por isso, foi injustamente classificado por alguns como mais um centroavante trombador. O tempo provou o contrário. Foi premiado o melhor do mundo por três anos.

Declaradamente flamenguista, deu seu único vacilo no campo profissional em nunca ter jogado no Flamengo que sempre deixou as portas abertas para o craque. Enfim, coisas do futebol.

Acima do peso e desacreditado, Ronaldo se tornou ídolo da torcida do Corinthians ao ser o protagonista do título do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil, ambos em 2009.

Em 2010, após diversas lesões e brigas com a balança, Ronaldo praticamente se afastou dos gramados, e ontem, 7/6/2011, fez definitivamente sua despedida da Seleção Brasileira. Em apenas 17 minutos em campo, o Fenômeno teve três chances claras de gol, mas duas pararam nas mãos do goleiro romeno e a outra deve ter saído do Pacaembu. Infelizmente, com o excesso de peso, as pernas não obedecem mais.

Enfim, não estou aqui para contar a história do craque, essa todos conhecem. Resolvi apenas dedicar alguns minutos para prestar minha pequena homenagem ao meu último grande herói no futebol.

Obrigado, Ronaldo!

Filipe.




domingo, 5 de junho de 2011

Alice Cooper - Rio de Janeiro - 3/6/2011

Olá, pessoal!

Na última sexta-feira, 3/6/2011, o veterano roqueiro Alice Cooper fez, no Rio de Janeiro, mais um show de sua recente turnê NO MORE MR NICE GUY: The Original Evil Returns.

Confesso não ser grande fã nem conhecedor da discografia da "tia Alice", mas como de última hora fui brindado com ingresso para camarote, deixei a gripe e o cansaço de lado e parti para o Citibank Hall. E posso dizer, o velho me surpreendeu.

Com um pequeno atraso de uns vinte minutos, as luzes da casa se apagaram e uma bandeira com o logotipo da atual turnê recebe luzes coloridas ao fundo enquanto a clássica gravação com voz de Vincent Price nos prepara para The Black Widow, a música de abertura.

Fantasiado de viúva-negra, soltando fogos pelas mãos e em pé no topo de uma escada, Alice Cooper esquenta o público logo na primeira canção.

A segunda canção é a pesada Brutal Planet. Cantada a plenos pulmões pelos mais fãs do músico.

A seguir mais um clássico brinda o pequeno público carioca, I'm Eighteen. Essa sim, conhecida de todos. Se não me engano, foi a primeira música que conheci de Cooper.

Outras grandes canções se seguiram, como No More Mr. Nice Guy e Hey Stoopid, todas com a mesma pegada rock e com o público quente e receptivo.

O show de horrores que marcou a carreira de Alice Cooper não é mais o mesmo, mais ainda rende bons momentos como na dobradinha Only Woman Bleed / Cold Ethyl, quando ele dança, romanceia e maltrata   uma grotesca boneca, em Feed My Frankenstein, quando vestido de cientista louco ele recebe um gigante boneco Frankestein no palco e na dobradinha Killer / I Love The Dead com a clássica cena da guilhotina! Divertido!

Outras grandes canções, como I'll Bite Your Face Off e Poison, levantaram os cariocas.


A clássica School's Out com Another Brick in the Wall do Pink Floyd como música incidental encerrou em grande estilo o setlist principal.

A banda retornou ao palco para o bis com Elected, com Alice Cooper usando uma camisa rasgada de nossa Seleção e segurando nossa bandeira. Nada original, mas ainda sim super simpático! Aliás, se nosso velho Alice não é um moço de muitos sorrisos, não deixa de ser muito carismático por isso! Ele e toda sua banda formada por três guitarristas, um baixista e um baterista!

O encerramento ficou por conta da poderosa Fire, cover de Jimi Hendrix. Neste momento todo mundo dançava e se divertia com enormes bolas de diversas cores atiradas pela produção do espetáculo! O próprio Alice com uma espada se encarregava de estourar as bolas! Bom demais!
Enfim, se faltaram sangue e animais peçonhentos como nos velhos tempos, sobraram diversão e muito rock & roll.

O setlist completo pode ser conferido aqui: Alice Cooper - Rio de Janeiro.

Grande abraço a todos e "hey stoopid, what ya tryin' to do".

Filipe.